segunda-feira, 9 de maio de 2016

URGENTE: Presidente da Câmara anula processo de Impeachment

O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu nesta segunda-feira (9) anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff realizada na Casa no dia 17 de abril. Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Waldir Maranhão substituiu Eduardo Cunha na presidência da Câmara na semana passada depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o peemedebista do comando da casa legislativa. O deputado do PP votou contra a continuidade do processo de impeachment na votação da Câmara, descumprindo decisão de seu partido, que havia fechado questão a favor do afastamento da presidente da República.
No despacho no qual anulou a votação da Câmara, Maranhão marcou uma nova votação, para daqui a 5 sessões do plenário da Casa, para os deputados federais voltarem a analisar o pedido impeachment. O prazo começa a contar no momento em que o processo for devolvido para a Casa pelo Senado.
Segundo o G1 apurou, Waldir Maranhão participou, durante o fim de semana e na manhã desta segunda-feira, de reuniões com integrantes do governo federal, deputados do PT e do PC do B. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, teria participado desses encontros.
A decisão de Maranhão
Em nota divulgada à imprensa, Maranhão diz que a petição da AGU ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.
Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.
“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, destacou o presidente em exercício da Câmara na decisão.
Maranhão argumenta ainda que os deputados não poderiam ter anunciado suas posições antes da sessão da Câmara que decidiu dar continuidade ao processo de afastamento da presidente Dilma. Ele também afirma que a defesa de Dilma deveria ter tido o direito de falar durante a votação do impeachment.
“Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”, afirma.
Por fim, Maranhão alegou que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, por ser, segundo ele, o que dispõe o regimento interno da Câmara dos Deputados e o que estava previsto no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
“Por essas razões anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados”, disse.
“Para cumprimento da minha decisão, encaminhei ofício ao presidente do Senado, para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados”, concluiu Waldir Maranhão.
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)

Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
Fonte: G1

sábado, 7 de maio de 2016

Qualidade dos novos professores brasileiros é cada vez pior, diz estudo

 | SS/SS

Do  site A Gazeta do Povo

As próximas gerações tendem a ter uma educação precária, o que pode reproduzir a pobreza por causa da menor qualidade dos novos professores. A constatação é do boletim “Perfil dos futuros professores”, divulgado pelo IDados no fim de abril. De acordo com o documento, as faculdades de Pedagogia no país atraem anualmente mais estudantes de escolas fracas e com desempenho ruim no ensino médio – o contrário do que ocorre nos países desenvolvidos, em que os futuros docentes são recrutados entre os melhores alunos.
“O cenário é complexo e são vários os motivos pelos quais isso acontece”, explica Paulo Rocha e Oliveira, presidente do IDados, entidade ligada ao Instituto Alfa e Beto. “O fato é que os cursos de Pedagogia não atraem os melhores alunos, são fáceis de entrar, as notas de corte são baixas e passam a ser a porta mais fácil de acesso dos menos qualificados ao ensino superior”, comenta.
De 2005 a 2014, a quantidade de matrículas nos cursos de Pedagogia de alunos de baixa renda familiar (de até três salários mínimos) duplicou, chegando a 83%. Do total em 2014, 59% tinham mães com escolaridade de até a 4ª. série e 78% estudavam à noite. Essa parcela da população, mostra o levantamento, tem notas abaixo da média geral no Enem, que já é um índice baixo.
Já em relação à prova de conhecimentos gerais do Enade, mais associada ao nível cognitivo dos alunos do que ao conteúdo específico, comparados a alunos de outros cursos, como o de Engenharia, os estudantes de Pedagogia têm resultados inferiores. As notas da prova variam de 0 a 100 e os novos professores, desde 2005, não conseguem atingir a marca de 50 pontos.
O estudo aponta também que em nenhuma região do país existe uma política para atrair melhores estudantes para o magistério.

Professores ideais x preocupação social

Em países como Finlândia, Coreia do Sul e Polônia, só pode ser educador aquele que foi um excelente aluno, com notas muito acima da média no ensino médio, principalmente em português, matemática e ciências, disciplinas avaliadas nos testes internacionais, especialmente no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) – nas quais o Brasil tem ficado sempre nos últimos lugares.
Estudos, como os realizados pelo pesquisador Eric A. Hanushek, da Universidade de Stanford, cruzam a qualidade dos professores com a melhora no ensino e o crescimento econômico desses países. Professores mais qualificados conseguem melhorar a qualidade profissional e cultural das próximas gerações e, com isso, o nível socioeconômico da população em geral.
No Brasil o quadro é mais complexo já que as políticas sociais necessárias de inclusão – como o Fies e o ProUni – podem ser contraditórias se, ao mesmo tempo que abrem mais vagas nos cursos, não investem também na atração de melhores alunos ou em iniciativas capazes de consertar falhas na educação básica dos ingressantes.
“A primeira coisa que é preciso refletir ao ver os resultados de uma pesquisa como essa é ver que tipo de pessoa queremos atrair para o magistério, sem distorções e sem deixar para trás avanços sociais”, explica Paulo Oliveira.
Para a professora Araci Asinelli da Luz, doutora em Educação e professora na UFPR, o foco principal não deve ser tanto a origem dos alunos, mas os investimentos feitos pelo poder público para melhorar tanto a universidade quanto as condições de trabalho dos professores, para atrair os mais aptos. “Não existem pesquisas do motivo pelo qual os estudantes escolhem Pedagogia, mas sabemos que muitos deixam de optar por ela porque o professor não tem reconhecimento nem boas condições de trabalho”, afirma.

Desvalorização

Dados da OCDE de 2015 mostram que, entre 30 países, o Brasil é um dos que pagam os piores salários para os professores, ficando à frente apenas da Hungria e da Indonésia. Os professores brasileiros são também os que têm mais alunos em sala de aula e com menores recursos para infraestrutura.
“Os alunos que teriam vocação para o magistério muitas vezes são desestimulados pela própria família pelas condições precárias da profissão, baixos salários e descaso do poder público”, lamenta Dora Megid, diretora da Faculdade de Educação da PUC-Campinas. “Acredito no potencial dos alunos de baixa renda, que conquistam resultados brilhantes em faculdades bastante exigentes, mas se não houver algum incremento nas condições de trabalho, esses mesmos estudantes acabam deixando de lecionar”, alerta.

PERFIL

A quantidade de alunos de Pedagogia no Brasil proveniente de famílias de baixa renda aumentou nos últimos anos. Eles vêm normalmente de escolas fracas e têm baixo desempenho nas avaliações em comparação com outros cursos.

Fonte: MEC/Inep, IDados – Instituto Alfa e Beto Infografia: Gazeta do Povo.

URGENTE: Presidente interino da Câmara dará prosseguimento ao Impeachment de Temer


Diniz Alexandre Pereira
Em comentário anterior, eu já havia previsto. E agora foi noticiado pelo site de O Globo: o deputado Silvio Costa (PTdoB-Pe), após reunião com Waldir Maranhão nesta sexta-feira, informou que o novo presidente da Câmara dará prosseguimento ao pedido de impeachment de Michel Temer e que analisará também o parecer do ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, que pede anulação da sessão de 17 de abril, quando foi aprovado o pedido de processo para impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Pelo visto, o deputado Waldir Maranhão parece que sabe muito bem o que quer, não foi à toa que votou contra o impeachment, depois de se reunir com Lula no hotel Royal Tulip. De bobo esse sujeito não tem nada não. Temer que se cuide.
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PEDIDO DE IMPEACHMENT DE TEMER PODE SER ACEITO
Maria LimaO Globo
Um dos líderes da tropa de choque contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara, o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) anunciou nesta sexta-feira que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (MA), “jurou de pé junto” em uma conversa com ele honrar a Constituição, dar prosseguimento ao pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer e analisar um parecer do advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, no qual lista inconstitucionalidades e pede a anulação da sessão do dia 17 de abril em que foi aprovada a admissibilidade do impeachment da petista.
Maranhão votou contra o impeachment e, segundo Costa, o liberou para comunicar essas decisões à imprensa, o que ele fez em seguida a conversa. O presidente interino não deve aparecer na Câmara nos próximos dias. O líder do PTdoB disse que ele está despachando em casa, “mergulhado”.
— O Waldir Maranhão vai ter que optar se vai ficar com a gente ou com a oposição — disse Costa ao acrescentar: — Depois da nossa conversa eu disse a ele que ia para a imprensa anunciar suas decisões e ele me respondeu: pode ir, não vou afinar.
FORMAR A COMISSÃO
Depois da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que Eduardo Cunha desse prosseguimento ao pedido de impeachment de Temer, o presidente afastado pediu que os líderes fizessem as indicações para a instalação da comissão processante, mas apenas os partidos da base o fizeram. Até agora foram indicados 14 deputados, mas para a comissão ser instalada é necessário pelo menos 33, metade dos 65 titulares.
— Se os líderes não indicarem, Waldir tem a prerrogativa de indicar. Mas lá atrás o Supremo deu uma decisão que não é muito favorável a isso. Cabe a nós recorrer ao Supremo contra essa decisão — disse Silvio Costa.
Ele também criticou a oposição por defender novas eleições para a presidência da Câmara.
— Se Eduardo Cunha não renunciar, e ele já disse que não renuncia, Waldir Maranhão será o presidente da Câmara até fevereiro de 2017 . É um homem correto que vai fazer valer o seu mandato, diferente de Eduardo Cunha. Eu acredito na firmeza de Waldir — disse Silvio Costa.
FONTE: Tribuna da Internet

URGENTE: Novo presidente sinaliza que poderá anular Impeachment na Câmara

O deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados após o afastamento de Eduardo Cunha, sinalizou nesta sexta-feira 6 que pode invalidar o impeachment da presidente Dilma Rousseff ou fazer avançar o processo contra o vice Michel Temer, abrindo espaço para novas eleições.
Em sua página no Facebook, ele postou o seguinte texto nesta tarde, com a foto de uma urna: "Na Democracia, o Governo é do povo, pelo povo e para o povo. Sou feliz por morar em um país democrático. E reafirmo minha busca para que cada escolha do povo brasileiro seja sempre respeitada".
Maranhão passou a receber críticas de parlamentares, especialmente da oposição, de que não teria condições de presidir a Câmara por inabilidade política. Sobre isso, ele afirmou: "Vocês vão se surpreender comigo". Cunha tem dito que fará de tudo para que a passagem do maranhense pelo cargo seja rápida. Aliados do ex-presidente da Câmara têm analisado estratégias para eleger um novo presidente na Casa.
O deputado Silvio Costa (PSC-PE) afirmou nesta sexta que Maranhão não deve engavetar o processo de impeachment do vice Michel Temer, que foi apresentado à Casa e arquivado por Cunha. Aliado de Cunha, Waldir Maranhão votou contra o impeachment de Dilma na Câmara no dia 17 de abril.
Confira seu post de hoje no Facebook:

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Justiça determina bloqueio do WhatsApp no Brasil por 72 horas, a partir de hoje

Foto: internet
A Justiça mandou as operadoras de telefonia fixa e móvel bloquearem o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp em todo o país por 72 horas. A medida começará a valer a partir das 14h desta segunda-feira (2). A decisão, de 26 de abril, é do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE).
As cinco operadoras -TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel- já receberam a determinação e informaram que vão cumprir. Em caso de descumprimento, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil. É a segunda vez que o aplicativo é bloqueado no Brasil. Em dezembro de 2015, a Justiça determinou o bloqueio por 48 horas devido a uma investigação criminal.
Na época, as teles receberam a determinação judicial com surpresa, mas a decisão não durou 48 horas. As autoridades que investigam o caso em dezembro obtiveram autorização judicial para que o WhatsApp quebrasse o sigilo de dados trocados pelos investigados via aplicativo, mas a empresa não liberou as informações solicitadas. O bloqueio seria uma represália.
Em fevereiro, um caso parecido ocorreu no Piauí, quando um juiz também determinou o bloqueio do WhatsApp no Brasil. O objetivo era forçar a empresa dona do aplicativo a colaborar com investigações da polícia do Estado relacionadas a casos de pedofilia.
A decisão foi suspensa um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí após analisar mandado de segurança impetrado pelas teles.
Fonte: Folha PE

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Alagoas e outros estados tentam criar leis para calar professores


Manifestantes, em Alagoas, falam que projeto censura os educadores (Foto: Derek Gustavo/G1)
Manifestantes, em Alagoas, falam que projeto censura os educadores (Foto: Derek Gustavo/G1)
Em Alagoas, na terça-feira (26), os deputados derrubaram veto do governador ao "Projeto Escola Livre", que agora transformará a necessidade de "neutralidade" em lei. A decisão gerou polêmica e deve parar na Justiça, colocando políticos, religiosos, sindicalistas, professores e estudantes em lados opostos. Em outros dois estados (ES e PR), projetos de lei semelhantes foram arquivados.

Sem Partido

A maioria dos projetos apresentados pelos deputados faz coro aos ideais da “Associação Escola Sem Partido”, grupo liderado pelo advogado Miguel Nagib e que se apresenta como movimento de pais e estudantes. Uma de suas iniciativas é a divulgação de anteprojetos de lei estadual e municipal que buscam legislar sobre o que é ou não permitido ao professor debater dentro de sala de aula.
O grupo toma como base jurídica pontos da Constituição e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos para defender as limitações à atividade docente. “Em sala de aula, o professor não desfruta de liberdade de expressão. O que a Constituição lhe garante é a liberdade de ensinar”, afirma Nagib.
Nagib rebate as críticas de que o objetivo é censurar professores, já que defende que a busca é por garantir que todos os lados nas questões abordadas sejam apresentadas. "Devemos aproveitar que os alunos estão ali, à nossa disposição, sem poder sair da sala, (...) para 'fagocitá-los' ideologicamente, para que abracem as nossas causas e votem nos nossos candidatos; ou devemos fazer o possível para respeitar sua liberdade de consciência e de crença, e auxiliá-los de forma desinteressada (ou tão desinteressada quanto possível) na busca do conhecimento?", questiona.
O advogado afirma que o principal objetivo do movimento é garantir a afixação em salas de aula de uma lista com os “deveres do professor”. Entretanto, além da lista, o anteprojeto traz, entre outros pontos, artigo que leva as aplicações das limitações da lei para planos educacionais, livros e avaliações de ingresso no ensino superior.
Recentemente a associação entrou com representação contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por cobrar uma proposta de redação que respeite os direitos humanos. O grupo alega que “o participante poderá ser privado de um direito por expressar determinada opinião”. O Ministério Público Federal decidiu pelo arquivamento, justificando que as queixas não deveriam ser objeto de análise na procuradoria do Núcleo de Combate à Corrupção.
Defesa da tramitação
Responsável por apresentar o Projeto de Lei 867/2015, o deputado federal Izalci (PSDB/DF) endossa as críticas da associação. “Alguns materiais divulgados pelo governo que deixam dúvida – alguns falando até de questões partidárias”, aponta o deputado. "Defendo que não possa existir nenhum partido, nem o meu, que utilize educação como instrumento partidário na questão ideológica", disse.
Em seu projeto de lei, Izalci utilizou a base do anteprojeto do Escola sem Partido, que inclusive dá nome ao PL. Ele explica que vai trabalhar para que uma eventual lei não aponte punições além das previstas nas relações trabalhistas. "Tenho conversado muito com o relator para tentar amenizar isso para não ficar tão radical. Apesar de ter anexado o projeto prevendo punição civil e criminal, acho que isso não vai ser contemplado", avalia Izalci.
O deputado lembra ainda outro ponto que é comum aos anteprojetos e a sua proposta: obrigar que escolas confessionais, ligadas a grupos católicos ou protestantes, por exemplo, informem suas linhas pedagógicas e façam os pais assinar um termo de anuênica com a linha que pedagógica que será adotada. "O projeto foi todo construído em cima de leis existentes, como preceitos constitucionais e Lei de Diretrizes e Bases da Educaçã (LDB)", defende o tucano.
Por sua vez, o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR), presidente da frente parlamentar mista da educação, diz que as preocupações relacionadas ao tema dispensam uma legislação específica.
“Tem de haver equilíbrio [dos professores, no momento de ensinar], mas nós somos plurais. Não dá para ficar engessado com uma lei, tem de haver a ‘lei do bom senso’, com a orientação da secretaria da escola e vigilância de pais e professores”, resume Canziani.
Professores e especialistas criticam mordaça
Entidades de classe, professores e especialistas criticam a visão de educação defendida pelos autores de projetos de lei. Um dos efeitos temidos é que professores deixem de promover o debate, inclusive por receio de serem perseguidos e punidos.
O professor doutor Fernando de Araújo Penna, da Faculdade de Educação da UFF, diz que as iniciativas defendem o conceito de que a educação em si só deve ser oferecida pela família e pela religião.
“Eles querem professores que instruam. É uma limitação da escola como espaço de debate”, afirma Penna, citando que um dos livros de referência da associação defende que professor não é "educador". “Essa concepção está ultrapassada há muito tempo, não é transmissão de conhecimento, é construção, é diálogo. (...) O Brasil vive uma caça às bruxas nas escolas”, diz Fernando.
Para Anna Helena Altenfelder, superintende do Centro de Estudos e Pesquisas de Educação (Cenpec), o cenário é de preocupação com o movimento e, principalmente, os projetos inspirados em sua ideologia. “Vejo como uma ameaça à liberdade de expressão e as ideias podem significar um retrocesso em relação às garantias dos direitos constitucionais.”
A especialista lembra que os pais devem acompanhar a vida escolar dos filhos e têm direito de questionar os encaminhamentos caso discordem por meio de espaços próprios, como os conselhos escolares.
“Existe um pluralismo de ideias, não dá para pregar a hegemonia. Entender diferentes posições políticas faz parte do processo educativo. O silêncio sobre determinados temas também é um posicionamento”, diz Anna.
Ela não vê problemas em um professor se posicionar politicamente em sala de aula, desde que abra um debate, faças as ideias circularem e desenvolva o raciocínio dos alunos. “É benéfico para o processo de aprendizado, além disso a família deve acompanhar e discutir”, diz Anna.
A especialista em educação e colunista do G1Andrea Ramal, reconhece a legitimidade do movimento, mas também discorda da criação de leis específicas. Ela diz que qualquer professor com ética profissional, “não se aproveita da audiência cativa dos alunos para promover seus próprios interesses”, conforme alerta a lei aprovada em Alagoas e também citam os anteprojetos da associação.
“E se ele, ao contrário, abusa da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos para ‘fazer a sua cabeça’, ou prejudica os alunos por causa das suas convicções, está desvirtuando o processo educacional, que deve incentivar a autonomia intelectual, a reflexão crítica e a capacidade de fazer suas próprias escolhas”, afirma.
Andrea acredita que quando um professor age sem ética cabe aos coordenadores da escola cuidar do assunto, enquanto pais e estudantes devem ficar atentos para alertá-los sobre eventuais abusos. “Não é necessário criar uma lei com esse fim. Creio que o que falta é uma melhor capacitação dos professores e uma conscientização, desde a formação inicial, sobre o espaço da sala de aula”, afirma.
PROJETOS DE LEI EM ANDAMENTO

Brasil - Câmara dos Deputados
PL 867/2015 - Izalci (PSDB/DF)
PL 7180/2014 - Erivelton Santana (PSC/BA)
PL 1411/2015 - Rogério Marinho (PSDB/RN)

Estados – Assembleias legislativas
Distrito Federal - PL 53/2015 e PL nº 1/2015
São Paulo - PL 1301/2015 e PL 960/2014
Rio de Janeiro - PL 823/2015
Goiás - PL 2861/14
Rio Grande do Sul – PL 190/2015

Houve ainda propostas arquivadas no Espírito Santo (PL 250/2014) e no Paraná (PL).
Fonte: G1

terça-feira, 26 de abril de 2016

Prefeito de Surubim empossa novos secretários

Em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira (25), no Auditório Nelson Barbosa, o prefeito Túlio Vieira empossou quatro novos secretários.
Com o ato assinado pelo chefe do Executivo, assumiram os cargos de secretário de Agricultura, Indústria e Comércio, Aldo Leal; de Governo, Danilo Leal; de Defesa Social, Melqui Ferreira e de Planejamento e Orçamento Participativo, Raimundo Jorge (Professor Jó).
As alterações em três das secretarias aconteceram porque, em respeito à legislação eleitoral, os ocupantes tiveram que se afastar das funções para disputarem cargos eletivos no próximo pleito. No caso da pasta de Planejamento e Orçamento Participativo, a secretária Eva Pessoa, se aposentou do serviço público. Inicialmente ela foi substituída por Aldo Leal, que agora assume a Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio.
Com as mudanças, veja como fica o primeiro escalão do governo municipal:
Administração - Gilvanete de Lorena e Sá Belfort
Agricultura, Indústria e Comércio – Aldo Leal
Defesa Social – Melqui Ferreira
Desenvolvimento Social e Promoção ao Trabalho - Mércia Severiano
Educação e Esportes - Rosa Cristina
Finanças - Maria Bernadete Cristovam da Silva
Governo – Danilo Leal
Juventude - Fátima Sousa
Planejamento e Orçamento Participativo – Raimundo Jorge
Saúde - Izaldo Andrade
Transporte, Saneamento e Urbanismo - Tony Araújo
Turismo e Cultura - Daves Nascimento
Fonte: Prefeitura de Surubim

Desastre nuclear de Chernobyl completa 30 anos e usina ainda é ameaça ao mundo


Do G1, em São Paulo*
Usina de Chernobyl, daniifcada após a explosão, em foto de maio de 1986 (Foto: AP)Usina de Chernobyl, danificada após a explosão, em foto de maio de 1986 (Foto: AP)
O mundo rememora nesta terça-feira (26) os 30 anos da catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, o pior acidente com usina nuclear da história, cujo número de vítimas continua sendo um mistério.
A tragédia estava ficando esquecida mais recentemente, até que o terremoto que atingiu o Japão em 2011 provocou um grave acidente nuclear em Fukushima, reavivando os receios sobre os riscos deste tipo de fonte de energia.
À 1h23 da madrugada de 26 de abril de 1986, o reator nuclear número 4 da usina explodiu durante um teste de segurança. Durante 10 dias, o combustível nuclear ardeu, liberando na atmosfera nuvens tóxicas que contaminaram com radiação até três quartos do território europeu.
O acidente
As nuvens tóxicas atingiram especialmente a Ucrânia e os vizinhos Bielorrússia e Rússia.
Moscou tentou esconder o acidente ocorrido na ex-república soviética e as autoridades esperaram o dia seguinte para evacuar os 48 mil habitantes da localidade de Pripyat, situada a apenas três quilômetros da usina.
O primeiro sinal de alerta foi lançado pela Suécia no dia 28 de abril, quando as autoridades detectaram quantidades anormais de radiação, mas o líder soviético Mikhail Gorbachev não falou publicamente do incidente até 14 de maio.
Depois que as autoridades reconheceram o acidente, 116 mil pessoas precisaram deixar seus lares situados na zona de exclusão, para a qual até hoje em dia seguem sem poder voltar. Nos anos seguintes, outras 230 mil pessoas tiveram o mesmo destino.
No entanto, cerca de 5 milhões de ucranianos, russos e bielorrussos vivem em zonas onde a quantidade de radiação segue alta.
Em quatro anos, 600 mil pessoas, principalmente militares, policiais, bombeiros e funcionários, trabalharam como "liquidadores" para conter o incêndio nuclear e criar uma barreira de concreto para isolar o reator.
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Foto tirada de Prypiat este mês mostra o reator 4 com sua cobertura antiga (à esquerda) e o novo sarcófago em construção (à direita) (Foto: Gleb Garanich/Reuters)Foto tirada de Prypiat este mês mostra o reator 4 com sua cobertura antiga (à esquerda) e o novo sarcófago em construção (à direita) (Foto: Gleb Garanich/Reuters)
Os agentes mobilizados chegaram ao local quase sem proteção ou com um equipamento inadequado para enfrentar a nuvem tóxica. Além de conter o incêndio, precisaram limpar as zonas adjacentes e construir o sarcófago para conter a radiação.
Três décadas depois do acidente, o balanço de vítimas continua sendo alvo de polêmica. Um controverso relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005 estimou em cerca de 4 mil as vítimas nos três países mais afetados. Um ano depois, a organização ambientalista Greenpeace situou o número em cerca de 100 mil.
Segundo o Comitê Científico sobre os Efeitos da Radiação Atômica da ONU, ocorreram 30 mortes entre os agentes enviados para conter os efeitos do acidente nos dias posteriores ao desastre.
Um parque de diversões é visto no centro da cidade abandonada de Pripyat, perto da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia  (Foto: Gleb Garanich/Reuters)Um parque de diversões é visto no centro da cidade abandonada de Pripyat, perto da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia (Foto: Gleb Garanich/Reuters)
A estrutura criada imediatamente depois do acidente, de maneira apressada, ameaçava começar a vazar para o ar 200 toneladas de magma radioativo, razão pela qual a comunidade internacional se comprometeu a construir uma nova camada de concreto mais segura.
A construção de uma urna com altura de 110 metros de 25 toneladas começou finalmente em 2010. Esta estrutura, um pouco mais alta que o Big Ben em Londres, permitiria cobrir a catedral de Notre Dame de Paris.
Este novo sarcófago deve estar plenamente operacional no fim de 2017 e terá um custo total de US$ 2,4 bilhões.
Com uma vida útil estimada em um mínimo de cem anos, esta estrutura deve dar tempo para os cientistas encontrarem novos métodos para desmantelar e enterrar o resto do reator, para que algum dia o local possa se tornar seguro novamente.
Como informa a agência AFP, até o momento ainda não está claro de onde será obtido o financiamento para manter a estrutura. A questão pode ser abordada em 25 de abril em uma assembleia de doadores em Kiev.
Segundo a agência Reuters, testes de radioatividade em áreas contaminadas pelo desastre foram cancelados ou reduzidos em razão da crise econômica na Ucrânia, na Rússia e na Bielorrússia, mas um levantamento do Greenpeace diz que as pessoas da região continuam a consumir alimentos e bebidas com níveis de radiação perigosamente altos.
De acordo com testes realizados por encomenda da organização, a contaminação geral por isótopos perigosos como o césio-137 e o estrôncio-90 diminuiu um pouco, mas ainda está presente, especialmente em locais como as florestas. "Está no que eles comem e bebem. Está na madeira que usam na construção e queimam para se aquecer", afirma o relatório do Greenpeace divulgado em março.
Rússia corta subvenção
Das 4.413 localidades russas afetadas pelo acidente de Chernobyl, 383 verão suas subvenções diminuírem por cortes orçamentários, como o povoado de Starye Bobovitchi. Outras 558 cidades serão simplesmente retiradas da lista.
Das 4.413 localidades russas afetadas pelo acidente de Chernobyl, 383 verão suas subvenções diminuírem por cortes orçamentários, como o povoado de Starye Bobovitchi. Outras 558 cidades serão simplesmente retiradas da lista.
"Com este decreto, o Estado se nega a reconhecer que são necessários 2.000 anos, e não 30, para descontaminar uma zona", denuncia Anton Korsakov, biólogo e especialista nas consequências de Chernobyl para a região de Briansk.
"Mesmo que consigamos descontaminá-la, terão que se passar várias gerações até que as crianças voltem a nascer saudáveis", afirma, lembrando que o índice de mortalidade infantil na região é cinco vezes maior que a média nacional.
Quando as crianças sobrevivem, 80% delas desenvolvem uma ou várias doenças crônicas, de acordo com estatísticas oficiais, citadas pelo especialista.
Em Novozybkov, cidade a 180 km de Chernobyl cujos 30 mil habitantes nunca chegaram a ser retirados como era previsto, os corredores do hospital estão cheios de crianças e idosos que esperam durante várias horas.
O cirurgião Viktor Janaiev estima que um terço dos seus pacientes vêm ao hospital por doenças causadas ou pioradas pelas radiações.
Viúva mostra foto de seu marido, morto no acidente nuclear de Chernobyl, durante ato em memória às vítimas em Kiev nesta quinta-feira (26) (Foto: Sergei Supinsky/AFP)Viúva mostra foto de seu marido, morto no acidente nuclear de Chernobyl, durante ato em memória às vítimas. (Foto: Sergei Supinsky/AFP)
"Muitos não podem se cuidar, visto que os medicamentos subvencionados não são os mais eficazes", e seriam necessários outros remédios, mais caros, explica. O salário mínimo russo é de 6.204 rublos (cerca de R$ 320).
A partir de julho, Novozybkov passará de "zona a ser evacuada" para "zona habitável", e as ajudas econômicas serão reduzidas.
"É uma má notícia", lamenta Janaiev. "As pessoas terão que pagar pelos seus medicamentos, que até agora eram gratuitos. E as crianças não poderão ir ao sanatório no verão", afirma, lembrando que sair da cidade na estação mais quente do ano, quando as radiações são mais fortes, é uma necessidade.
Aleksander, seu paciente, confirma a observação: "Tenho a saúde boa? Depende. Quando estou em outra região, estou ótimo. Aqui, noto as radiações todos os dias", conta. Esse homem de 30 anos, pai de uma menina, gostaria de "ir embora da região". "Mas com que dinheiro? Ninguém nos ajuda", diz com tristeza.
Viver em uma zona contaminada pelas radiações de Chernobyl tem consequências na saúde; porém, é possível limitá-las sempre e quando "se esteja informado", afirma Liudmila Komorgotseva, da ONG russa União pela Segurança Radioativa.
"Mas o governo não faz nada e as pessoas colhem frutas e cogumelos no bosque contaminado", conta.
*com informações das agências AFP e Reuters.
Brinquedo abandonado na praça central de Pripyat. (Foto: Dennis Barbosa/G1)Brinquedo abandonado na praça central de Pripyat. (Foto: Dennis Barbosa/G1)
Fonte: G1

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Uma reflexão sobre a votação da Câmara

Foto: internet

Bom, agora vou dormir tanquilo, pois sei que amanhã quando eu acordar o Brasil não terá mais crise econômica, nem violência, nem corrupção. Nossas escolas estarão reformadas, com boa infraestrutura, professores super bem remunerados, não haverá mais roubo nas instituições do governo e os políticos serão puros como os anjos do céu, defendendo as famílias e não traindo suas esposas, nem seus maridos, nem sua pátria mãe gentil.

Acordarei, vencida a votação de hoje pelos golpistas, num NOVO BRASIL. Sem fome e sem miséria, sem desvios, sem roubalheira, sem politicagem, mas, acima de tudo, um BRASIL SEM DEMOCRACIA.

João Paulo Lima 
Prof. de Geografia de Surubim - PE