Mostrando postagens com marcador Atualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atualidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Caetano Veloso irá interpelar judicialmente bispo católico por ameaça


Foto: Varela Notícias

DA REVISTA VEJA - O cantor e compositor Caetano Veloso vai interpelar judicialmente o bispo Dom José Francisco Falcão, da Arquidiocese Militar do Brasil, para que esclareça o conteúdo de sua fala em uma missa que celebrava o golpe militar de 1964.
Na celebração, realizada no dia 31 de março, o bispo Falcão afirmou que “gostaria de dar um veneno de rato” para o “imbecil que nos anos 70 cantou que é proibido proibir”.
É proibido proibir” é o nome de umas das canções de Caetano feitas durante a ditadura. O conteúdo da homilia foi revelado pelo blog Radar.
O bispo, em sua fala, tratava de disciplina e hierarquia e disse que até mesmo as liberdades têm suas restrições. A Arquidiocese Militar é subordinada a uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Caso Queiroz faz popularidade do clã Bolsonaro cair

Flávio e Jair: redes sociais são principal plataforma de comunicação do novo governo (Facebook/Reprodução)

São Paulo — A decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em suspender na última quinta-feira (17) as investigações sobre Fabrício Queiroz a pedido do senador eleito Flávio Bolsonaro, acendeu o alerta amarelo sobre a popularidade do clã Bolsonaro nas redes sociais.
Um levantamento realizado pela AP/Exata, empresa de inteligência e comunicação digital, mostrou que nas vinte quatro horas seguintes ao anúncio de Fux, 38% das publicações feitas no Twitter envolvendo a suspensão eram negativas, contra 22% positivas e 40% neutras, sem demonstrar qualquer viés.
Para chegar nessa estatística, a empresa analisou 59.441 postagens na rede social contendo as palavras “Flávio Bolsonaro” ou “Queiroz”, em 145 cidades do país.
Das publicações, 88% foram feitas por perfis reais, 7% por perfis de interferência (considerados perfis fakes, robôs ou militantes profissionais) e 3% por perfis de mídia.
De acordo com Sergio Denicoli, diretor da AP/Exata e pós-doutor em comunicação digital, o caso Queiroz é suficiente para colocar a família Bolsonaro em alerta.
“Essa foi a primeira vez, desde as eleições, que nós conseguimos identificar que os comentários negativos associados a Bolsonaro eram mais numerosos do que os positivos”, explica.
O estudo conseguiu observar, ainda, a distribuição das emoções dos usuários sobre o caso do ex-assessor de Flávio, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por movimentações financeiras “atípicas” de 1,2 milhão de reais. Medo e tristeza foram as principais reações.
Para Denicoli, no entanto, esses resultados não comprovam uma efetiva crise no novo governo, mas sim um pré-anúncio.
“Os usuários ainda mostram confiança no governo Bolsonaro, mas a rejeição pode se acentuar. Por enquanto, as pessoas estão dando a chance para uma explicação, mas ainda não estão convencidas”, afirma.

Atividades robôs, perfis fakes e militância profissional

Principal plataforma da família Bolsonaro para se comunicar com o eleitorado, o Twitter também registrou uma queda de 40% na ação dos chamados perfis de interferência no dia da decisão de Fux, em comparação com a época das eleições.
Na semana passada, foram publicadas 3.157 postagens envolvendo “Flávio Bolsonaro” ou “Queiroz”. Entre os dias 27 e 28 de outubro, votação do segundo turno, foram identificados 5.204 comentários que mencionavam a palavra “Bolsonaro”.
Fonte Revista Exame/Abril

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Morre brasileiro que descobriu câncer com teste de gravidez


O estudante de Enfermagem José Gerardo Soares Filho, de 19 anos, morreu em Fortaleza na noite do último domingo (4). Em janeiro do ano passado, o jovem cearense ficou conhecido após descobrir o diagnóstico de câncer durante uma aula em que fez um teste de gravidez por brincadeira.
Naquela oportunidade, o exame deu um resultado falso positivo ao detectar uma alteração hormonal ocasionada por um câncer raro, o coriocarcinoma. O tumor foi localizado no mediastino, região torácica do estudante.
Segundo estudo do Hospital do Câncer A.C. Camargo, os coriocarcionomas primários são os tumores de células germinativas mais raros no mediastino e afetam homens jovens, de 15 a 35 anos. Um dos sintomas é a b-HCG sérica muito elevada, o mesmo hormônio cuja dosagem sanguínea é utilizada como teste de gravidez.
Após o diagnóstico, Soares Filho foi submetido a sessões de quimioterapia no Hospital Peter Pan, em Fortaleza. Apesar de uma melhora clínica, os exames já apontavam em junho do ano passado que a evolução não indicava uma recuperação suficiente para cura.
A família do estudante promoveu uma campanha na internet para cobrir custos de uma cirurgia para o jovem em São Paulo. A mobilização contou com apoio de personalidades como o youtuber Whindersson Nunes e o humorista Tirulipa Jr.
Fonte Terra

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

STF considera vaquejada inconstitucional e esporte pode ser banido do NE

Apontada como um patrimônio da cultura nordestina, a prática da vaquejada foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983, nesta quinta-feira (6). A decisão do pleno do STF foi apertada, com cinco ministros votando a favor da Lei 15.299/2013, do estado do Ceará e que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural, e seis votando pela ilegalidade da prática.

A ação, julgada com pedido de medida cautelar, questionava a Lei 15.299/2013, alegando que a vaquejada, inicialmente associada à produção agrícola, passou a ser explorada como esporte e vendida como espetáculo, movimentando em torno de R$ 14 milhões por ano. Além disso, a ação apontou que laudos técnicos comprovariam os danos causados aos animais. 

Na sustentação, os ministros que votaram a favor argumentaram que "segundo a jurisprudência do STF, o conflito de normas constitucionais se resolve em favor da preservação do meio ambiente quando as práticas e os esportes condenam animais a situações degradantes".

Votaram a favor os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Ricardo Lewandowiski e a presidenta Cármen Lúcia. Ao apresentar seu voto, que desempatou o julgamento, Cármen Lúcia reconheceu que a vaquejada faz parte da cultura de alguns estados, mas considerou que a atividade impõe agressão e sofrimento animais. “Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, que se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura também se muda e muitas foram levada nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida e não só a do ser humano”, disse a ministra.

Já o ministro Dias Toffoli defendeu a tese que vaquejada é um esporte, diferentemente da farra do boi, que foi proibida pela Corte em outro julgamento. “Não se pode admitir o tratamento cruel aos animais. Há que se salientar haver elementos que se distingue a vaquejada da farra do boi. Não é uma farra, como no caso da farra do boi, é um esporte e um evento cultural. Não há que se falar em atividade paralela ao Estado, atividade subversiva ou clandestina. Não há prova cabal que os animais sejam vítimas de abusos ou maus-tratos”, disse Toffoli.

Já Lewandowiski ressaltou que os animais não podem ser tradados como “coisa” e citou princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica, de iniciativa das Nações Unidas (ONU).
 
O julgamento da ação no plenário da corte havia sido suspenso após pedido de vista formulado pelo ministro Dias Toffoli, no último mês de junho. Na época, o ministro Luís Roberto Barroso apresentou voto-vista, acompanhando o relator pela procedência da ação. Barroso reconheceu a importância da vaquejada como "manifestação cultural regional", mas afirmou que esse fator não tornava a atividade imune aos outros valores constitucionais, em especial ao valor da proteção ao meio ambiente.

Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Prefeitos são proibidos de demitir funcionários durante o período eleitoral e após as eleições

 A Lei n. 9.504, de 30 de setembro de 1997, que estabelece normas para a realização das eleições, proíbe aos agentes públicos de um modo geral, a realização de algumas condutas durante um certo período anterior à data das eleições e também, em alguns casos, durante um período posterior a elas.
O objetivo visado com essas proibições, que estão basicamente elencadas no art. 73 da lei mencionada, é o de preservar a igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais. Além disso, essas proibições também possuem o propósito de coibir abusos do poder de administração, por parte dos agentes públicos, em período de campanhas eleitorais, em benefício de determinados candidatos ou partidos, ou em prejuízo de outros. A lei procura manter a igualdade entre os diferentes candidatos e partidos, evitando que qualquer agente público possa abusar de suas funções, com o propósito de trazer com isso algum benefício para o candidato ou para o partido de sua preferência.
As condutas vedadas pela lei aos agentes públicos em campanhas eleitorais estão relacionadas basicamente no seu art. 73.
Esse artigo tem a seguinte redação:
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;
b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República;
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo;
d) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do chefe do Poder Executivo;
e) a transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários;

Fonte: http://www.tre-sc.jus.br/site/resenha-eleitoral/revista-tecnica/edicoes-impressas/integra/2012/06/condutas-vedadas-aos-agentes-publicos-em-campanha-eleitoral/index94c1.html?no_cache=1&cHash=1fbd434b2a90ea49beeaaa6dd5038d2e

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dinheiro: Como vencer esse medo?

Oi, tudo bem? É a Lari.

Esses dias eu recebi um e-mail de uma menina que, ao ler sobre a minha história, perguntou qual foi o maior medo que eu senti ao pedir demissão.
Recebemos muitos emails sobre dinheiro e os medos que ele ativa em nós. Esse é um dos temas mais frequentes em processos de mudança e que nós aprofundamos no CSC.
É normal que tenhamos medo quando decidimos virar do avesso a nossa vida. Eu particularmente tinha muito medo de ficar sem dinheiro, e eu sabia que esse medo, de me sentir insegura financeiramente, tinha suas raízes na minha história de vida. Por essa razão, minha empatia é instantânea quando encontro alguém que me diz que trabalha com algo que não lhe traz satisfação, por que ainda não acredita que possa existir um casamento entre fazer o que ama e ganhar dinheiro.
Eu comecei a trabalhar muito cedo, com 16 anos. Minha família passava por uma grave crise financeira. Desemprego, divórcio dos meus pais, foi um época difícil, que tatuou em mim o medo da instabilidade, o medo de ficar sem dinheiro. Embora eu pagasse desde cedo as minhas contas e muitas contas em casa, aprendi como ninguém a poupar e foi nessa época que eu estabeleci uma postura conservadora em relação ao dinheiro. Às vezes me dava um presente ou outro, mas meu dinheiro estava à serviço de engordar minha poupança. Anos mais tarde, eu percebi na verdade, que o meu dinheiro estava à serviço de acalmar o meu medo.
Quando eu senti que eu estava chegando no limite, que o meu desejo de mudança estava prestes a explodir, foi o estopim para que eu começasse a repensar a minha relação com o dinheiro, afinal, me arriscar no mundo do empreendedorismo, automaticamente significaria entrar numa zona de vulnerabilidade financeira. 
O dinheiro não é uma finalidade, mas sim um meio que está a serviço de alguma coisa. Seja a serviço de pagar as suas contas e da sua familia, de proporcionar algum conforto, suprir alguma necessidade. E essa reflexão ficou na minha cabeça: O dinheiro é um facilitador, e como facilitador ele deve estar a serviço do meu sonho.
Pronto, essa era a epifania que eu precisava para finalmente dominar o meu medo de ficar sem dinheiro e a partir desse momento eu comecei a lidar com essa energia de outra forma.
Se esse é o seu medo também, assim como era o meu, talvez essas reflexões lhe ajudem a recriar a sua relação com o dinheiro:
 
1) Antes de mais nada, procure entender qual é a relação que você estabelece com o dinheiro. O dinheiro para você é um fim ou um meio? Você se sente merecedor dele ou não? Quando você vê alguém ganhando dinheiro a partir do seu trabalho, qual é o primeiro pensamento que lhe vêm à cabeça?
 
2) Faça uma reflexão sobre o que é necessidade e o que é desejo. A resposta para isso está na reflexão sobre os seus valores. O que é importante para você? Mais do que isso, o que é inegociável? Elimine os gastos com tudo aquilo que não for puramente necessidade (Veja que o termo "necessidade" não está ligado a condições básicas de sobrevivência, apenas. Pense de uma forma mais ampla. Por exemplo, um violinista profissional "necessita" de um violino de $10 mil para exercer a sua profissão em alto nível. Eu não preciso, para mim seria um luxo desnecessário. Logo, o termo "necessidade" é altamente subjetivo e está ligado ao seu estilo de vida pessoal e profissional, e seus valores)
 
3) Lembre-se: O dinheiro é um potencializador, tanto dos seus medos e vícios quanto das suas forças e virtudes. Encare-o como um meio para realizar coisas. A qual sonho esse dinheiro está a serviço? De que forma ele vai contribuir para a realização do seu sonho? 
 
4) Não se melindre ao discutir sobre dinheiro. Outras pessoas dependem do seu dinheiro? Converse com elas. Explique o seu desejo, abra possibilidades, pensem juntos em soluções.
 
5) Tenha uma mentalidade de abundância. Não pense somente em poupar, mas em como você pode ganhar mais.
 
6) Acredite nessa verdade: Quando fazemos o que amamos, ativamos uma força interior incomensurável, uma determinação nunca antes sentida e acredite, quando ativamos essa força, somos recompensados infinitamente pelo universo, inclusive através da energia do dinheiro.
 

Larissa Mungai

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Bispo do Crato, Terra do Pe. Cícero, é envolvido em escândalo sexual

Com o título “Segredos da Sacristia”, o jornalista Mino Pedrosa, divulgou em sua coluna no site www.quidnovi.com.br, o vídeo de um ex-seminarista que diz ter sido abusado sexualmente e mantido um caso com bispo do Crato, Dom Fernando Panico. No vídeo, o ex-seminarista, conhecido como Fábio, diz ter sido remunerado por dois anos para manter visitas intimas com o religioso. O vídeo circula nas redes sociais.

Veja a integra do texto de Mino Pedrosa:

Entre uma benção e outra, um olho cego vagueia procurando por um. O Bispo Diocesano do Crato, Dom Fernando Panico, da igreja Católica Apostólica Romana, é alvo de confidências de um ex-seminarista, Fábio. O ex-seminarista reproduz a prática de alguns padre da igreja que se arrasta a séculos. Fábio descreve em vídeo o passo a passo em confissão das investidas que o Bispo fez junto a ele, que enojado, evitou todo o tempo à pederastia.

Há um momento em que Fábio diz ter ficado embriagado e não se lembrava se o coito aconteceu ou não. A batina que esconde os segredos de alguns religiosos agora é revelado pelo ex-seminarista, que confessa ter vivido um romance patrocinado financeiramente pela igreja Católica e denuncia para o Vaticano o abuso que sofreu durante dois anos.

Fábio revela também que no dia que ficou embriagado acordou deitado numa rede e ouviu do próprio bispo que havia consumado o coito. O nome do Bispo Dom Fernando Panico veio à tona após a denúncia ser formalizada pelos padres da cidade do interior cearense que acusaram Fábio de irregularidades em venda de imoveis da diocese.

Entre as denúncias estaria o embate judicial entre Dom Fernando e o empresário Francisco Pereira da Silva, dono de imobiliária e cartório local. Segundo o documento, a disputa tem causado desgaste a igreja. O empresário comprou terras pertencentes à Basílica de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte para fazer loteamentos.

O Bispo entrou na Justiça questionando a venda feita pelo então Monsenhor Murilo de Sá Barreto, responsável pela igreja. Com o caso do loteamento tramitando na Justiça, outra imobiliária, a Nogueira Imóveis, foi designada para receber os pagamentos do empreendimento.

Padres e funcionários da diocese garantem que o Bispo sacou cerca de R$ 3 milhões de reais do dinheiro com o consentimento do proprietário da Nogueira, nesta semana outra denúncia deve estourar na região. O Bispo é acusado de receber dinheiro de instituições internacionais e não aplica-lo. Notas frias, foto-montagem e obras não concluídas fazem partes da denúncia.

Assista ao vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=HaSR_U8d29A

Fonte: madsonvagner.blogspot.com.br  

terça-feira, 28 de julho de 2015

Empresa lançará novo Titanic em 2016

Foto: Blue Line/Divulgação
Foto: Blue Line/Divulgação
A empresa Blue Line anunciou nesta terça-feira (28) que o navio Titanic II ganhará os mares no terceiro trimestre de 2016. O transatlântico, uma réplica quase 100% fiel ao original, comporta 2,4 mil passageiros, mede 269 metros de comprimento e 45 metros de largura - um pouco mais largo que o primeiro, por conta da estabilidade.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Trouxe a obra comigo para o Vaticano”, disse o Papa sobre o crucifixo recebido na Bolívia

Papa Francisco Evo Morales
Foto: AFP
O papa Francisco negou nesta segunda-feira (13/07) que tenha se sentido ofendido com o crucifixo dado como presente pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, na última quarta (08/07).
“Entendo esta obra e a considero uma expressão de arte de protesto. Não foi uma ofensa para mim e há opiniões erradas se espalhando por aí. Trouxe a obra comigo para o Vaticano”, disse o líder da Igreja Católica dentro do avião que o levou de volta à Itália.
Morales deu ao Papa um crucifixo de madeira com um Cristo sobre uma foice e um martelo, símbolo que remete ao comunismo, durante um encontro oficial em La Paz, como parte da viagem de Francisco pela América do Sul, que incluiu paradas no Equador e no Paraguai.
Alguns religiosos consideraram o presente uma provocação e disseram que o Papa teria se ofendido com este crucifixo. A peça foi desenhada pelo jesuíta Luis Espinal, assassinado em 1980 por paramilitares de direita durante o golpe militar de Luis García Meza, que atualmente está preso por crimes contra a humanidade.
Na Bolívia, Francisco fez um dos discursos mais categóricos de seu pontificado (relembre aqui), criticando o capitalismo e exigindo mudanças no modelo econômico mundial.
Confira a seguir trechos da entrevista de Francisco em seu avião:
Stefania Falasca (Avvenire) – No discurso que o senhor fez na Bolívia aos movimentos populares, o senhor falou do novo colonialismo e falou da idolatria do dinheiro que submete a economia, e da imposição dos meios de austeridade que sempre apertam, como o senhor disse, o cinto dos pobres. Agora, há semanas, nós, na Europa, temos esse caso da Grécia e do destino da Grécia que corre o risco de sair da moeda europeia: o que o senhor pensa do que está acontecendo na Grécia e que também diz respeito a toda a Europa?
Acima de tudo, sobre a minha intervenção no congresso dos movimentos populares: é o segundo. O primeiro foi feito no Vaticano, na Aula Velha do Sínodo, havia cerca de 120 pessoas. É algo organizado pelo [Pontifício Conselho] Justiça e Paz. Eu estou perto disso, porque é um fenômeno em todo o mundo, em todo o mundo. Também no Oriente, nas Filipinas, na Índia, na Tailândia. São movimentos que se organizam entre si não só para fazer um protesto, mas também para seguir em frente e poder viver. E são movimentos que têm força, e essas pessoas, que são tantas e tantas, não se sentem representadas pelos sindicatos, porque dizem que os sindicatos agora são uma corporação, não lutam – agora estou simplificando um pouco –, mas a ideia de muitas dessas pessoas é que eles não lutam pelos direitos dos mais pobres.
E a Igreja não pode ser indiferente. A Igreja tem uma Doutrina Social e dialoga com esse movimento, e dialoga bem. Vocês viram o entusiasmo de sentir que a Igreja não está longe de nós, a Igreja tem uma doutrina que nos ajuda a lutar por isso. É um diálogo. Não é que a Igreja faz uma opção pelo caminho anárquico. Não, eles não são anárquicos: eles trabalham, tentam fazer muitos trabalhos, também com os resíduos, com as coisas que sobram. São trabalhadores de verdade. Essa é a primeira coisa, a importância disso.
Depois, sobre a Grécia e o sistema internacional: eu tenho uma grande alergia à economia, porque o papai era contador e, quando não acaba o trabalho na fábrica, ele o trazia para casa, no sábado e no domingo, com aqueles livros, daqueles tempos, em que os títulos eram escritos em gótico… E trabalhava, e eu via o papai… E tenho uma alergia. Eu não entendo bem como é a coisa, mas certamente seria simples dizer: a culpa é apenas desta parte. Os governantes gregos que levaram adiante essa situação de dívida internacional também têm uma responsabilidade.
Com o novo governo grego, chegou-se a uma revisão um pouco justa. Eu espero – é a única coisa que eu posso lhe dizer, porque não sei bem… – que encontrem um caminho para resolver o problema grego e também um caminho de supervisão para que outros países não caim no mesmo problema, e que isso nos ajude a ir em frente, porque esse caminho do empréstimo e das dívidas, no fim, não termina nunca.
Disseram-me que, há um ano, mais ou menos, mas não sei se… esta é uma coisa que eu ouvi… que havia um projeto nas Nações Unidas (se algum de vocês sabe disso, seria bom que explicasse), havia um projeto para o qual um país pode se declarar em falência, que não é o mesmo que o default, mas é um projeto que eu ouvi e que não sei como foi, se era verdade ou não. Digo isso para ilustrar como uma coisa que eu ouvi, mas se uma empresa pode fazer uma declaração de falência, por que um país não pode fazê-la, e assim se vai à ajuda dos outros?
Esses eram os fundamentos desse projeto, mas sobre isso eu não posso dizer mais nada. Depois, quanto às novas colonizações: evidentemente, vão todas sobre os valores. A colonização do consumismo. O hábito do consumismo foi um progresso de colonização. Porque é o hábito: leva você a um hábito que não é o seu e também desequilibra a sua personalidade. O consumismo também desequilibra a economia interna e a justiça social, e também a saúde física e mental, apenas para dar um exemplo.
Anna Matranga (CBS News) – Vossa Santidade, uma das mensagens mais fortes dessa viagem foi que o sistema econômico global muitas vezes impõe a mentalidade do lucro a todo o custo, em detrimento dos pobres. Isso é percebida pelos americanos como uma crítica direta do seu sistema e do seu modo de vida. Como o senhor responde a essa percepção? E qual é a sua avaliação do impacto dos Estados Unidos no mundo?
O que eu disse, essa frase, não é nova. Eu a disse na Evangelii gaudium: “Essa economia mata”. Dessa frase eu me lembro bem, há um contexto. E eu a disse na Laudato si’. A crítica não é uma coisa nova, como se sabe. Ouvi que algumas críticas foram feitas nos Estados Unidos. Eu ouvi isso. Mas eu não as li e não tive o tempo para estudá-las bem, porque cada crítica deve ser recebida e estudada, para, depois, fazer o diálogo. Você vai me perguntar o que eu penso, mas, se eu não dialoguei com aqueles que fazem as críticas, eu não tenho o direito de fazer um pensamento assim, isolado do diálogo. Isso é o que eu tenho a dizer.
O senhor agora vai aos Estados Unidos. Tem uma ideia de como será recebido, tem algum pensamento sobre a nação…
Não, devo começar a estudar agora, porque até hoje eu estudei esses três países belíssimos, que são uma riqueza e uma beleza. Agora, devo começar a estudar Cuba, porque vou para lá dois dias e meio, e depois os Estados Unidos, as três cidades do Leste – porque ao Oeste eu não posso ir –, Washington, Nova York e Filadélfia. Sim, devo começar a estudar essas críticas e, depois, dialogar um pouco.
Aura Vistas Miguel – Santidade, o que sentiu quando viu aquela foice e martelo com Cristo em cima, oferecido pelo presidente Morales? E onde acabou esse objeto?
É curioso, eu não conhecia isso e nem sabia que o padre Espinal era escultor e poeta até. Soube disso nestes dias. Quando o vi, para mim, foi uma surpresa. Segundo, pode-se qualificar como o gênero da arte de protesto.
Por exemplo, em Buenos Aires, há alguns anos, foi exibida uma mostra de um escultor bom, criativo, argentino, que agora está morto. Era arte de protesto, e eu recordo um Cristo crucificado em um bombardeiro que caía. Era uma crítica ao cristianismo aliado com o imperialismo, que bombardeia.
Então, primeiro, eu não sabia; segundo, eu o qualificaria como arte de protesto, que, em alguns casos, pode ser ofensivo. Em alguns casos. E terceiro, este caso concreto: o padre Espinal foi morto no ano de 1980. Era um tempo em que a teologia da libertação tinha muitos ramos. Um desses ramos propunha a análise marxista da realidade. O padre Espinal pertencia a isso. Eu sabia disso, sim, porque, nesses anos, eu era reitor na faculdade de teologia e se falava muito disso, os diversos ramos e os representantes.
No mesmo ano, o geral da Companhia de Jesus [Pe. Pedro Arrupe] mandou uma carta para toda a Companhia sobre a análise marxista da realidade na teologia. Um pouco freando isso e dizendo: isso não está bem, são coisas diferentes, não é justo, não está certo. E, quatro anos depois, em 1984, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou o primeiro documento, pequeninho, uma primeira declaração sobre a teologia da libertação que critica isso. Depois, veio o segundo, que abriu as perspectivas mais cristãs (estou simplificando, hein). Ou seja, façamos a hermenêutica naquela época.
Espinal era um entusiasta dessa análise da realidade marxista e também da teologia usando o marxismo. Daí veio essa obra. As poesias de Espinal também era desse gênero de protesto, mas era a sua vida, era o seu pensamento, era um homem especial, com tanta genialidade humana e que lutava. Ele tinha boa fé. Fazendo uma hermenêutica desse tipo, eu entendo essa obra. Para mim, não foi uma ofensa, mas eu tive que fazer essa hermenêutica, e digo isso a vocês para que não haja opiniões equivocadas.
Onde ficou a cruz?
Eu a trago comigo. O presidente Morales quis me dar duas condecorações, a mais importante da Bolívia e a outra é a ordem do padre Espinal, uma nova ordem. Jamais aceitei uma honorificência, não sei, não me sinto bem. Mas ele fez isso com tanto vontade, com boa vontade e com o prazer de me dar um prazer, e eu pensei que isso vem do povo da Bolívia e rezei para saber o que fazer com isso. Se eu as levo ao Vaticano, vão parar no Museu, vão acabar aí, e ninguém jamais vai vê-las. Então, pensei em deixá-las à Nossa Senhora de Copacabana, a mãe da Bolívia, que vão para o santuário, ficarão no santuário. Ao contrário, o Cristo, eu trago comigo.
Fonte: Pragmatismo Político

domingo, 7 de junho de 2015

Boicote de Malafaia dá errado e popularidade de O Boticário dispara

boticario
O boicote proposto pelo por Silas Malafaia à marca de perfumes O Boticário pode ter sido um tiro no pé do pastor.
Pesquisas realizadas por uma empresa de consultoria especializada em internet descobriu que a aprovação ao comercial que mostra homossexuais trocando presentes da marca subiu após o pastor protestar.
De acordo com nota de Lauro Jardim, o comercial do Boticário vinha dividindo as redes sociais, com número equivalente de aprovação e rejeição. “A campanha publicitária do Boticiário do Dia dos Namorados que mostra casais homossexuais está dividindo opiniões na internet. Segundo levantamento inédito da consultoria Bites, o vídeo oficial da campanha teve 145 602 curtidas positivas no YouTube e 145 593 negativas”, informou o jornalista no dia 02 de junho.
Esse era o cenário antes do vídeo publicado por Malafaia ganhar repercussão nas redes sociais. Após a manifestação do pastor, o número de pessoas que se colocaram a favor da marca de perfume aumentou em mais de 100 mil.
“O vídeo da perfumaria, em que casais hetero e homossexuais comemoram o Dia dos Namorados, fechou o dia de ontem com 1,4 milhão de visualizações no YouTube, número que chegou a 1,9 milhão hoje. Quem esperava uma enxurrada de críticas evangélicas, no entanto, viu que o vídeo foi curtido 247 317 vezes e teve 161 768 desaprovações, de acordo com a Bites Consultoria. O placar no Twitter foi dez vezes mais favorável ao Boticário: 60 542 menções, contra 5 905 de Malafaia. Em número de impressões, ou seja, no número de vezes em que os usuários foram expostos a postagens sobre estes temas, o Boticário também goleou o pastor: 180 milhões contra 17 milhões”, informou Jardim, já no dia 03 de junho.
No entanto, o pastor Silas Malafaia entrou em contato com o jornalista para responder às suas publicações, dizendo que “não perdeu porque não vende nada”, e argumentou ainda que ter 1,9 milhão de visualizações não indica que todos gostaram do vídeo da marca de perfumes.
Fonte: Portal do Trono

Homem encontrado morto, com uma sucuri enrolada em seu corpo

homem-e-encontrado-morto-com-sucuri-enrolada-em-seu-corpo562x392_5839aicitonp19mq99lba1g5d18i817vh4l1cpf1
Moradores que presenciaram a cena disseram que quando chegaram ao local, viram a cobra enrolada na vítima.
Um homem de 30 anos foi encontrado morto, com uma sucuri enrolada em seu corpo, as margens de um córrego no fim da tarde da última quarta-feira (01), na cidade de Formosa da Serra Negra no Maranhão, ele estava com os ossos do corpo todos esmagados.
Moradores que presenciaram a cena disseram que quando chegaram ao local, viram a cobra enrolada na vítima, identificada como Emanoel da Cunha Lopes, de 30 anos, e já prestes a engolir o rapaz. Ao verem a cena, partiram pra cima e mataram a sucuri, mas o rapaz já estava morto, estrangulado e todo quebrado.
A cena que chocou a todos, antes só imaginada em histórias de pescadores, tragicamente tornou-se real, para infelicidade da vítima.
Fonte: Rede de Informação Universal

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ignorância: Vereadora manda evangélicos não comprarem produtos de empresa que retratou casais gays em comercial de Tv

eliza virgínia

O comercial da empresa de perfumaria ‘O Boticário’, que aparecem casais heterossexuais e homossexuais  em demonstrações de afeto e trocando presentes da marca para celebrar o Dia dos Namorados, continua sendo alvo de críticas. A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PSDB), revelou, em entrevista ao Paraíba Já, que vai usar sua página nas redes sociais para uma campanha contra a empresa que segundo ela, está ‘incentivando o homossexualidade’ e recomendou que os evangélicos façam um boicote a marca.
A campanha, batizada de ‘Não compre Boticário no Dia dos Namorados’, estaria ‘normalizando’ a homossexualidade, que segundo Eliza não seria ‘normal’. “Os casais evagelicos não devem se presentear com esses produtos. Essa história de colocar na TV e redes sociais esse tipo de casal fere o modelo cristão e da família”, disse.
Para a tucana, existe uma ‘estratégia’ de ativistas do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) para fazer uma suposta ‘lavagem cerebral’ para ‘tirar a heterossexualidade da sociedade’. “O modelo de casal é macho e fêmea, os que acham diferente são os formadores de opinião, que tentam inserir na sociedade que a união de pessoas do mesmo sexo é natural”, criticou.
Fonte: Paraíba Já

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Após 10 anos, Orkut encerra suas atividades

RIO — Em janeiro de 2004, pouco menos de um mês antes de o hoje todo-poderoso Mark Zuckerberg lançar o thefacebook - protótipo do que posteriormente viria a ser a atual maior rede social do mundo, o Orkut entrava no ar pela primeira vez. Batizado com o nome de seu idealizador, o turco Orkut Büyükkökten, a rede social americana rapidamente se popularizou no Brasil transformando-se em uma febre que parecia não arrefecer. Parecia. Depois de entrar em um longo processo decadente frente à concorrência e se tornar vítima de seu próprio mal - a ‘orkutização’; nesta terça-feira, 30 de setembro, a pioneira rede social do Google encerra as atividades deixando um enorme legado à social media e uma multidão de brasileiros nostálgicos.

Desde seu surgimento o Orkut teve grande impacto no Brasil, o que não veio a acontecer de forma concreta e duradoura em seu próprio país de origem, onde os números da época já mostravam a inclinação dos americanos pelo falecido MySpace, lançado em 2003. Não demorou para os brasileiros superarem os EUA na quantidade de usuários cadastrados: em junho de 2004 o país saiu da terceira posição para assumir a liderança no Orkut, com 30,63% do uso da rede, o que levou o Google a criar uma versão em português no ano seguinte. A adesão em massa, na época só possível através de convites de usuários já cadastrados, fomentou reações xenófobas que rechaçavam a onda verde e amarela. No entanto, comunidades como a ‘Too Many Brazilians on Orkut’ (‘Muitos brasileiros no Orkut’, em português) logo foram engolidas pela brasilidade dos usuários.
A prosperidade da rede social se manteve sólida e intocável por seis anos no Brasil. Em 2006, cerca de 70% dos usuários eram brasileiros, participação que foi proporcionalmente reduzida quando indianos e paquistaneses também se apaixonaram pelo Orkut. Mas os queridinhos nunca deixaram de estar no Brasil. Os laços com o país foram tão estreitos que em 2008, quando mais de 50% de seus usuários eram brasileiros - e consequentemente o número de processos judiciais também, o Google transferiu a sede administrativa da rede social da Califórnia para a capital mineira Belo Horizonte.

O Orkut estava consolidado nas terras tupiniquins e intrínseco ao processo que incluiu progressivamente os brasileiros na web, hoje responsáveis por 10% do tempo consumido globalmente pelas redes sociais, perdendo apenas para os EUA. Até mesmo aqueles que não possuíam uma conexão de boa qualidade, na época grande parte da população, tinham a chance de acessar seus perfis no Orkut com a opção de exibir a versão simplificada da página em HTML.
– O Orkut foi fundamental para introduzir as redes sociais no Brasil e difundir a utilização geral da Internet - explica a professora e pesquisadora do Laboratório de Tecnologia de Comunicação, Cultura e Subjetividade da Uerj, Letícia Perani. -- A chamada ‘inclusão digital’ brasileira deve muito a essa rede. Nos estudos de Comunicação e Cibercultura, o Orkut foi um objeto de estudo fundamental para explicar as novas formas de sociabilidade e construção do conhecimento que temos hoje com as ferramentas web — explica.
Em 2010, um ano após o Orkut passar por sua primeira repaginada de funcionalidades e layout, o Ibope apontava liderança absoluta da rede (91% dos acessos) comparado ao Facebook (14%) e ao Twitter (13%). No entanto, confirmando a previsão dos gurus tecnológicos e de parte da imprensa especializada, no ano seguinte, o fenômeno de Mark Zuckerbeg engoliu o Orkut, que nunca mais foi o mesmo. Em agosto de 2011, o Facebook registrou 30,9 milhões de usuários, cerca de dois milhões a mais que seu maior concorrente em território nacional. A queda foi livre e irrefreável: desde a ultrapassagem, num período de três anos, a participação do Orkut em acessos fixos no Brasil diminuiu 95,6%.
Para a pesquisadora da Uerj, a ‘novidade’ que o Facebook representava não foi um fator decisivo para a derrocada do Orkut, e sim o comportamento que a ‘rede social do momento’ estabeleceu aos usuários somado à incapacidade do Orkut de se adaptar aos tablets e smartphones:

— O Facebook se mostrou uma ferramenta mais de acordo com as necessidades do internauta 2.0. Ao compartilhar conteúdo na linha do tempo, o usuário se torna fonte de informação, seja pessoal ou de interesse público. Enquanto o Facebook parece um bate-boca rápido, quase que instantâneo, o Orkut mais parecia um mural de informações sobre as pessoas — reflete.
Numa tentativa de combater o crescimento do Facebook, o Google lançou, em 2011, o Google+, rede social que pretendia integrar todos os serviços da empresa. A ferramenta, que nunca chegou a decolar no Brasil, deixou o Orkut ainda mais para escanteio. Em junho deste ano, o Google lançou um comunicado anunciando o inevitável: o Orkut encerraria as atividades no dia 30 de setembro, deixando 6 milhões de órfãos brasileiros que ainda são ativos na rede. A reação foi instantânea: nostálgicos, fãs de todo o país reuniram quase 90 mil assinaturas em uma petição online para que o gigante da tecnologia não encerrasse a memória viva do comportamento social brasileiro na internet. Não surtiu efeito, nesta terça o Orkut fecha as portas. 'Sdds' (saudades, em 'internetês'), Orkut.

Fonte: O Globo

sábado, 11 de janeiro de 2014

Lady Gaga usa rede social para impedir suicídio de fã brasileiro


Fã brasileiro Will Nascimento. Foto: littlemonsters.com/Reprodução
Fã brasileiro Will Nascimento. Foto: littlemonsters.com/Reprodução

Além de compor, gravar, fazer shows e clipes, Lady Gaga não descuida de dar atenção aos fãs. Na madrugada desta sexta-feira, a cantora deu uma lição de cuidado, força e preocupação com um fã brasileiro, que participa de sua rede social – https://littlemonsters.com/. Will Nascimento postou uma carta de despedida em seu perfil na rede, afirmando que estava cansado do preconceito de sua mãe, e que teria desistido de viver. Imediatamente a própria Lady Gaga, que utiliza o nome "Goddess of Love" (deusa do amor) no site, respondeu à postagem do jovem.


“Não, não, não. Não se atreva. Olhe para esse rosto lindo. E toda tristeza tem a capacidade de mudar. Mas você precisa trabalhar para isso. Converse com aqueles que te apoiam e fique conosco neste site. Nós PRECISAMOS DE VOCÊ. Eu preciso de você. Sem você eu perderia uma parte do meu coração. Eu te amo monster, outras pessoas às vezes são incapazes de ter compaixão. Não se sinta mal, sinta-se mal por eles”.



A mensagem foi logo respondida por centenas de outros seguidores, corroborando a resposta de apoio de Gaga. Emocionado, Will agradeceu. “Muito obrigada, Gaga. É muito difícil...mas vou tentar. Por você!”. Além de responder também ao apoio de outros monsters. “É tão bom ler coisas como essas. Meus problemas são reais, eu não sou um desesperado por atenção...Vou ficar bem. Obrigado a todos vocês”.


 ( Foto: littlemonsters.com/Reprodução)



Leia abaixo o post completo de Will Nascimento:




"Então...Adeus



Eu não sei se posso continuar. Eu tento ser extrovertido, amigável e sorridente, mas não consigo. Passar pelo o que eu passo, ouvir o que eu ouço não é bom e eu não desejaria isso nem ao meu pior inimigo.



Os últimos dois anos da minha vida têm sido um verdadeiro inferno. Desde que eu me assumi para a minha mãe, ela vem dizendo coisas horríveis para mim.



Sou chamado de drogado, prostituto, sujo, promíscuo, demoníaco e sou condenado ao inferno todos os dias... Pela pessoas que mais amo na minha vida!



Minha família inteira me aceitou, mas minha mãe evangélica e extremamente religiosa não aceitou. Ela esfrega a bíblia na minha cara sempre que pode e isso faz com que eu me sinta mal.



Eu não sei se aguentarei muito mais tempo. Realmente não sei. Eu já realizei muitos de meus sonhos. Eu não vou partir completamente feliz, mas sei que partirei com a lembrança da Gaga cantando meu nome durante a performance de Alejandro na Born this way ball no Rio de Janeiro.



Monsters, talvez esse seja meu último post aqui, então... adeus!



Eu amo todos vocês e te amo muito, Gaga!”.


Fonte: Diário de PE

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ministério do Trabalho abre concurso para contratar 450 servidores

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve publicar, na semana que vem, edital para concurso público para preencher 450 vagas para servidores de níveis médio e superior, com salários que variam de R$ 1.568,42 a R$ 4.248,62, de acordo com informação do secretário-executivo substituto do ministério, Nilton Fraiberg Machado.
Segundo ele, o concurso será feito pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB), que vai selecionar 35 graduados em contabilidade e 415 agentes administrativos (nível médio). São todos cargos de carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (CPST), e as provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal.
Depois da divulgação do edital no Diário Oficial da União, as informações do concurso estarão disponíveis nos portais do Cespe/UnB e do MTE.
De acordo com sua assessoria, o ministro Manoel Dias disse que “o concurso vem em boa hora, e objetiva reforçar o quadro de pessoal da carreira administrativa do ministério”. Ele ressalta também o apoio governamental na melhoria e modernização das ações do MTE, no sentido de “melhorar continuamente a qualidade dos serviços prestados à sociedade, e em especial aos trabalhadores”.
Fonte: Folha de PE