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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

TSE pede investigação de Bolsonaro por fake news contra urnas


      Foto: Rafaela Felicciano/ Metrópoles


Com as constantes críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) às urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta segunda-feira (2/8), por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo e o envio de uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que chefe do Executivo seja investigado por fake news.

O inquérito, proposta do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, aponta que “a preservação do Estado Democrático de Direito e a realização de eleições transparentes, justas e equânimes demandam pronta apuração e reprimenda de fatos que possam caracterizar abuso do poder econômico, corrupção ou fraude, abuso do poder político ou uso indevido dos meios de comunicação social, uso da máquina administrativa e, ainda, propaganda antecipada”.

O ministro determinou que o inquérito administrativo tramite em caráter sigiloso, ressalvando-se os elementos de prova que, já documentados, digam respeito ao direito de defesa.



Segundo a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, o inquérito promoverá medidas cautelares para a colheita de provas, “com depoimentos de pessoas e autoridades”, juntada de documentos, realização de perícias e outras providências que se fizerem necessária para o adequado esclarecimento dos fatos.

Fonte: Portal Metrópoles


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Governo Bolsonaro pediu propina de US$ 1 por dose de vacina, diz jornal

Foto: InfoMoney/Reprodução





SÃO PAULO – O representante de uma empresa vendedora de vacinas afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que recebeu, de um funcionário do Ministério da Saúde, pedido de propina de US$ 1 por dose do imunizante em troca de fechar contrato com a pasta. A informação consta de reportagem publicada na noite desta terça-feira (29).

De acordo com a publicação, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, em 25 de fevereiro.

A reportagem conta que Roberto Dias foi indicado para o cargo pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR).

Segundo depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) à CPI da Pandemia do Senado Federal, o parlamentar teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como envolvido em supostas irregularidades envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. Antes, o irmão do depoente, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, havia relatado ao Ministério Público Federal que recebeu “pressão atípica” para liberar a importação do imunizante.

A empresa Davati Medical Supply procurou o Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,5 por cada – que depois passou a US$ 15,5.

A publicação conta que Dominguetti teria sido informado por Dias que, para as negociações envolvendo a aquisição das vacinas avançarem, “tem que compor com o grupo”. Pelo relato descrito no texto, teria havido uma solicitação de “majoração” no valor cobrado pelo imunizante.

Pelas redes sociais, o deputado Ricardo Barros negou ter indicado Roberto Dias para o cargo de diretor de Logística do Ministério da Saúde.

“Em relação à matéria da Folha, reitero que Roberto Ferreira Dias teve sua nomeação no Ministério da Saúde no início da atual gestão presidencial, em 2019, quando não estava alinhado ao governo. Assim, repito, não é minha indicação. Desconheço totalmente a denúncia da Davati”, afirmou.

Poucas horas após a notícia, o Ministério da Saúde divulgou uma nota anunciando a exoneração de Roberto Dias. O texto não explica o motivo da demissão e diz que a decisão foi tomada no período da manhã.

“O Ministério da Saúde informa que a exoneração de Roberto Dias do cargo de Diretor de Logística da pasta sairá na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (30). A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (29)”, informou a pasta.

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia querem convocar o representante da Davati para depor. “Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na #CPIdaPandemia na próxima sexta-feira, dia 02/07”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, em rede social.

Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Inflação dispara e é a maior em 25 anos

Foto: CUT/ reprodução





Inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,83% em maio deste ano. A taxa é superior ao 0,31% de abril e a maior para um mês de maio desde 1996 (1,22%), segundo dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA acumula taxas de 3,22% no ano e 8,06% em 12 meses.

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram inflação em maio, com destaque para habitação (1,78%) e transportes (1,15%).

Os itens que mais influenciaram esses grupos foram energia elétrica (5,37%), que passou para a bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês, e gasolina (2,87%).

Outros grupos com taxa de inflação importantes foram saúde e cuidados pessoais (0,76%), alimentação e bebidas (0,44%) e artigos de residência (1,25%).

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 8 de junho de 2021

Rosa Weber determina que PGR avalie se Bolsonaro cometeu genocídio

     Foto: YouTube/ Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve ser avaliado pela Procuradoria Geral da República (PGR), sobre seus atos durante a pandemia. O órgão foi determinado, nesta segunda-feira (7), pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, a avaliar se Bolsonaro cometeu crimes de genocídio e charlatanismo durante o período. As informações são do portal R7.

O despacho de Weber é resposta a ação impetrada pelo advogado Jefferson de Jesus Rocha , que não apresentou fatos concretos, mas citou ainda outros dois possíveis crimes de Bolsonaro para que ele seja alvo de denúncia: perigo para a vida ou saúde de outrem e fraude processual.

É protocolar a determinação de Weber para que a PGR avalie a petição, pois cabe à Procuradoria se posicionar. Na ausência de fatos concretos, a ministra poderia ter recomendado o arquivamento, mas preferiu ouvir a PGR antes.

Fonte: Portal IG


sábado, 22 de maio de 2021

O fim de uma era: prédio da Editora Abril é leiloado por R$118,8 mi

Foto: Editora Abril/ Divulgação



Se você nasceu na década de 1980, como esse blogueiro que vos escreve, certamente se lembrará das famosas revistas que enchiam nossos olhos na banca de revista ou até mesmo nos salões de beleza e nas barbearias, que eram lidas pelos clientes enquanto esperavam ser atendidos. Entre os muitos títulos, as revistas da Abril eram marca registrada.

Depois de décadas de auge e  de ter criado a mais importante revista em circulação do país, a VEJA, a Editora Abril segue em seu processo de recuperação judicial, com uma dívida inicial de 1,6 bilhão de reais. Nessa nova fase, ativos, sites e revistas foram vendidos e extintos e a poderosa família Civita já não é mais a sua proprietária. Os Civita, ex-magnatas do mundo editorial, venderam a Abril no final de 2018 para o empresário Fábio Carvalho por um valor simbólico de 100 mil reais.

A verdade é que as revistas impressas não resistiram ao mundo digital, em que os jornais e as revistas já não são mais comprados nas bancas e nem entregues pelos antigos jornaleiros.  A notícia agora chega quentinha na tela dos celulares e tablets dos jovens, cada vez mais globalizados, bem como nas famosas redes sociais. Até mesmo os blogs têm tomado o lugar dos jornais nos tempos atuais.

Nos tempos áureos a Abril chegou a vender  1 milhão de exemplares impressos por semana. Em 2020 eram apenas 144 mil cópias em papel. O baque era inevitável. Viria uma sucessão de fechamentos e vendas. O grupo já havia vendido em 2013 a frequência da MTV Brasil, que foi extinta após 23 anos da sua fundação. 

Em 2018 o seu novo proprietário anunciou o fechamento de várias revistas como Elle, Casa Claudia e Minha Casa. Em 2015 metade do prédio sede da editora na Marginal Pinheiros em São Paulo foi devolvido aos donos tentando conter a crise financeira instalada na empresa. Na ocasião, até o busto do fundador do Grupo Civita foi retirado do prédio.  Em 2019 foi a vez de vender a revista EXAME para o Grupo BTG Pactual por 72,3 milhões de reais, detentor da maior parte da dívida da Abril.

Nesta última sexta-feira(21) foi a vez do antigo prédio da Editora Abril  na Marginal Tietê em São Paulo  ser leiloado por R$ 118,8 milhões. No local funcionou a maior gráfica da América Latina, até janeiro de 2021, quando foram demitidos cerca de 300 funcionários. No prédio também funcionaram a sede administrativa do grupo e boa parte das redações das famosas revistas. 

Aos poucos, a gigante vai sendo desintegrada e a memória de um dos maiores grupos de comunicação impressa do mundo vai se esfacelando. A venda do prédio da Editora Abril é como a extinção de uma grande emissora de tv que por anos marcou nossas vidas, dessa vez não com cenas, mas com fotografias e matérias que mostraram o nosso cotidiano, nos deram dicas de estilo e beleza, nos ajudaram a comprar automóveis, moldaram os nossos comportamentos e marcaram a sociedade brasileira. A Abril vai sendo silenciosamente sepultada.

Por João Paulo Lima, estudante de jornalismo e blogueiro

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Após a Ford e Mercedes-Benz, Renault e Nissan podem deixar o Brasil, diz ex-CEO


                                                  
                                                  Foto: Internet/divulgação


Todo poderoso chefão da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi durante vários anos, o brasileiro Carlos Ghosn foi do céu ao inferno em 2018 quando acabou preso no Japão sob acusações de fraude financeira. O executivo, que chegou a ser tratado como herói no país após salvar a Nissan da falência, acabou fugindo da prisão domiciliar na virada de 2019 para 2020. Desde então está no Líbano, nação de origem de sua família.

Ghosn, que acaba de lançar um livro contando os bastidores da sua traumática saída do grupo, concedeu uma entrevista à revista Veja em que afirma crer que a Aliança é hoje uma das montadoras em situação mais frágil no mercado, ao contrário de Volkswagen e Toyota, tidas por ele como exemplos de gestão durante a pandemia do coronavírus.

O executivo, que acumulou a presidência do grupo e tinha como ‘escritório’ um jato executivo, foi além e previu que a Nissan e Renault podem deixar o Brasil no futuro. Segundo Ghosn, “os mais fracos vão sair do Brasil, o que sempre acontece em grandes crises. Dentre os mais fracos, cito a Aliança porque para competir no Brasil é preciso ter uma montadora forte, com vontade de superar os ciclos específicos da economia local”.

Na sua visão, as empresas que estavam em situação ruim antes da crise sanitária devem ficar bem para trás. Sobrarão as mais produtivas, organizadas e com visão de futuro, diz.


Comprometimento com o Brasil


A afirmação de Ghosn provocou reações da Renault e da Nissan que em notas enviadas à Veja reafirmaram estar comprometidas com o Brasil. A montadora japonesa fez questão de citar o lançamento do novo Kicks como exemplo de seu planejamento na região enquanto a Renault relembrou o recente anúncio de que investirá R$ 1,1 bilhão para lançar cinco novos produtos neste semestre, entre renovação de modelos e a introdução de um inédito motor turbo.

A afirmação de Ghosn, é claro, tem de ser vista com reservas afinal ele está num longo litígio com a ex-empresa, a qual teve papel decisivo no reerguimento, mas que o expeliu de forma surpreendente há pouco mais de dois anos.

No livro escrito em parceria com a esposa, o executivo afirma que o motivo para ter sido defenestrado da montadora envolvia seu projeto de fusão entre a Renault e a Nissan e que isso teria causado reações da cúpula da fabricante japonesa, incluindo aí o ex-braço direito Hari Nada, responsável pela área jurídica do grupo, numa conspiração para derrubá-lo ante que isso se tornasse realidade.

Voltando à realidade brasileira e tirando a aliança do contexto, a análise de Ghosn parece sensata. A saída abrupta da Ford como montadora local mostra que de fato a pandemia do Covid-19 foi decisiva para expor as empresas em situação mais delicada diante de movimento já em curso no mercado automobilístico de mudança na matriz energética (eletricidade) e de hábitos do consumidor.

Fonte: Autoo


terça-feira, 16 de março de 2021

Rede Globo estaria sendo vendida, mas emissora desmente



Foto: Revista Exame


Maior rede de comunicação do Brasil, o grupo Globo, a julgar pela enxurrada de notícias do fim de semana, pode estar com os dias contados para sair do controle da família Marinho. A especulação é que o grupo poderia ser comprado pela J&F, holding controladora da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A intermediação da compra seria feita pelo BTG Pactual.

Publicada em diversas colunas durante o final de semana, a notícia foi desmentida pela Globo, pela J&F e pelo BTG: “São absolutamente falsas as ilações publicadas hoje pelo jornal Correio da Manhã. Não há nem nunca houve qualquer intenção de venda do Grupo Globo por parte de seus acionistas”, disse a Globo no sábado (13); “O BTG Pactual nega que esteja intermediando a compra do Grupo Globo pela J&F”, comentou o BTG; “A J&F também nega estar negociando a compra do Grupo Globo”, desmentiu a J&F.

Segundo o jornal Brasil Econômico, para que uma negociação do tipo avance e evite sanções administrativas e multas milionárias à JBS (controlada da J&F), precisa seguir algumas regras antes de ser concluída. Como a JBS é uma empresa de capital aberto, negociada na Bolsa, o primeiro dos passos é comunicar à Comissão de Valores Mobiliárias (CVM) a intenção de compra e emitir ao mercado um “fato relevante”.

Outro ponto esbarra no fato de a Globo operar na rede aberta com uma concessão pública, fazendo com que a compra necessite de uma autorização prévia do governo federal – saber-se que o presidente Jair Bolsonaro é inimigo declarado da emissora.

Os valores não são oficiais, mas rumores dão conta de que a holding estaria interessada em pagar mais de R$ 25 bilhões pelas operações de TV, jornais, rádio e plataformas de streaming da Globo. Apesar do alto valor, a cifra não se compara ao poder da J&S, maior produtora de proteína animal, com faturamento anual superior aos R$ 200 bilhões.

O interesse dos irmãos Batista em comandar um conglomerado de notícias é antigo. Em 2014, Joesley tentou comprar o jornal O Estado de S. Paulo e os Diários Associados, mas a negociação não vingou. Na mesma época, ele tentou comprar o SBT, do apresentador Silvio Santos, novamente sem sucesso.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Após Mercedes e Ford, Audi anuncia paralisação de produção de carros no Brasil

Foto: Carlogos


A Audi, divisão de carros de luxo do Grupo Volkswagen, decidiu paralisar a produção de seus carros no Brasil. Diferente de Mercedes e Ford, que decidiram encerrar suas atividades no Brasil, a empresa alemã trata a paralisação apenas como uma suspensão até o momento, sendo assim, ainda há uma possibilidade de as operações serem retomadas.

O único modelo da Audi fabricado no Brasil era o A3 Sedan, produzido em uma fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, onde também são montados o Fox e o T-Cross. O sedan de luxo já não constava no site da montadora desde dezembro de 2020, quando foi oficializada a sua saída do mercado.

Em nota, a Audi informou que aguarda decisões que serão tomadas na matriz, além de créditos de IPI que somam R$ 289 milhões devidos pelo governo para confirmar se um novo produto da marca será montado na fábrica. Este valor é referente a um bônus prometido para Audi, Mercedes e BMW para produção de carros no Brasil.

Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Grupo de Médicos e cientistas protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro


    Foto: Sergio Lima/ AFP

Um grupo de médicos e cientistas protocolou um pedido de impeachment na Câmara contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido afirma que Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade na condução da pandemia de Covid-19.


Para embasar o pedido, os médicos e cientistas listaram uma série de declarações públicas e ações de Bolsonaro desde março de 2020, quando o coronavírus começou a se alastrar pelo país, até o dia 20 do mês passado.


Foi citada, por exemplo, a frase "Não sou coveiro", proferida por Bolsonaro após ser questionado sobre o elevado número de óbitos pela doença no país. O pedido lembra também as declarações de Bolsonaro contra as medidas de isolamento social e as ocasiões em que o presidente minimizou os efeitos da doença.


Segundo os médicos e cientistas, o presidente "usou seus poderes legais e sua força política para desacreditar medidas sanitárias de eficácia comprovada e desorientar a população cuja saúde deveria proteger".


O pedido também afirma que o negacionismo de Bolsonaro tem custado vidas de brasileiros.


"O Sr. Jair Messias Bolsonaro insistiu em arrastar a credibilidade da Presidência da República (e, consequentemente, do Brasil) a um precipício negacionista que implicou (e vem implicando) perda de vidas e prejuízos incomensuráveis, da saúde à economia", diz um trecho do documento.



O documento foi assinado por oito profissionais entre médicos e cientistas. São eles:



Daniel de Araújo Dourado - Médico, advogado e pesquisador Associado do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (NAP-DISA/USP)
Eloan dos Santos Pinheiro - Ex-diretora da Far-Manguinhos (Fiocruz)
Gonzalo Vecina Neto - Médico, professor de saúde pública da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
José Gomes Temporão - Médico sanitarista e ex-ministro da Saúde
Ethel Leonor Noia Maciel - Pesquisadora no Campo da Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia
Reinaldo Ayer de Oliveira - Médico e Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP)
Ricardo Oliva - Médico sanitarista
Ubiratan de Paula Santos - Pneumologista do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidir se aceita ou não um pedido de impeachment. Já foram protocolados mais de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Lira é aliado do presidente da República.




Outros pedidos




No dia 26 de janeiro lideranças religiosas protocolaram na Câmara um pedido de impeachment contra Bolsonaro, também devido à atuação do governo no enfrentamento da pandemia.


O documento foi assinado por 380 pessoas, entre as quais bispos, pastores, padres e frades, ligadas a igrejas cristãs, incluindo católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas e metodistas, além de 17 movimentos cristãos.


No dia seguinte, outro pedido foi protocolado por seis partidos de oposição — PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede – com base nos mesmos argumentos

Fonte: G1


terça-feira, 28 de julho de 2020

152 bispos católicos assinam carta contra governo Bolsonaro

Foto: CNBB


Um grupo de 152 arcebispos e bispos da Igreja Católica assinaram uma carta com duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No documento, os religiosos citam que o governo federal demonstra "omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres", além de "incapacidade para enfrentar crises".

Ao longo do texto, os bispos afirmam que a situação "é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga e nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros".

A carta, que seria publicada na última quarta-feira (22), chegou a ser suspensa para análise do Conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no entanto, acabou vazando neste domingo (26).

Ao G1 a secretaria de comunicação da CNBB informou que o documento "nada tem a ver" com a conferência." É de responsabilidade dos signatários". O Palácio do Planalto disse que não vai comentar o caso.


'Carta ao Povo de Deus'





Ainda de acordo com o texto, chamado de "Carta ao Povo de Deus", os bispos e arcebispos afirmam que o presidente da República usa o nome de Deus para "difundir mensagens de ódio e preconceito".


O documento também pede "união" por um diálogo contrário às ações do governo. Neste ponto, os religiosos convocam os leitores para "um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito".


"[...] com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com 'terra, teto e trabalho', com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos."




Covid-19





Na carta, os religiosos afirmam que o Brasil atravessa "um dos momentos mais difíceis de sua história", vivendo uma "tempestade perfeita". Essa tempestade, nas palavras dos bispos, culminaria em uma "crise sem precedentes na saúde" e em um "avassalador colapso na economia", com a tensão "provocada em grande medida pelo Presidente da República [Jair Bolsonaro] e outros setores da sociedade".


Com base em versículos bíblicos, o texto cita o atual momento da pandemia enfrentada pelo país e o aumento de casos e óbitos pelo novo coronavírus. "Assistimos discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela Covid-19".


O documento termina com um pedido da igreja ao povo brasileiro por união aos movimentos que "buscam novas e urgentes" alternativas para o país.

Fonte: G1

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Bolsonaro é denunciado por genocídio no Tribunal de Haia

Foto: Valor Econômico

O presidente Jair Bolsonaro foi denunciado neste domingo (26) por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de Covid-19.
Para as entidades, o presidente nunca atendeu as recomendações técnicas de seu próprio Ministério da Saúde para evitar o avanço da pandemia. O documento também ressalta que Bolsonaro várias vezes provocou aglomerações e apareceu sem máscara, além de minimizar a gravidade da Covid-19.
“Essa atitude de menosprezo, descaso, negacionismo, trouxe consequências desastrosas, com consequente crescimento da disseminação, total estrangulamento dos serviços de saúde, que se viu sem as mínimas condições de prestar assistência às populações, advindo disso, mortes sem mais controles”, diz o documento.
O documento foi assinado por mais de 60 entidades e sindicatos. No pedido, as entidades citam a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que associou diretamente “genocídio” à pandemia no Brasil durante uma live da ISTOÉ.
Fonte: IstoÉ

sábado, 25 de julho de 2020

São Paulo adia carnaval 2021 devido à pandemia

 



O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (24/7) o adiamento do carnaval 2021, incluindo os desfiles e os blocos nas ruas, que já estavam se tornando tradição na cidade, incluindo dividendos financeiros. "Estamos definindo uma nova data para o carnaval na cidade, será no final de maio ou começo de julho", disse.


Covas anunciou também o cancelamento de outros grandes eventos que ocorrem tradicionalmente na cidade, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBT.


Os dois eventos podem ser realizados em novembro e as organizações estão definindo a maneira como ocorrerão, mas não há nada definido ainda. Se forem realizados, Covas disse que provavelmente não serão presenciais.


Na semana passada, Covas já havia suspenso as celebrações do réveillon na Avenida Paulista, também por causa da covid-19. Outro evento cancelado foi a prova da Fórmula 1, que também se realiza na capital paulista.


"Apesar de a cidade sempre estar evoluindo no Plano São Paulo, ainda estamos enfrentando a pandemia", disse Covas. "Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade da realização do carnaval em fevereiro", comentou.


Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Padre Fábio de Melo diz que pensou em cometer suicídio, em live



Na noite da última quarta-feira (22), o Padre Fábio de Melo participou de uma live com o jornalista Felipeh Campos e falou sobre uma profunda depressão que teve e que pensou até em cometer suicídio.

Ao ser questionado por Felipeh se ele pensou em se matar, o padre respondeu: “Há três anos, sim. Quando eu tive a minha crise, eu não pensava em outra coisa. Eu ficava horas e horas do dia e da noite pesquisando na internet formas de morrer. Foi uma sombra muito difícil de ser enfrentada, um período extratamente doloroso pra mim”.
No bate-papo, Fábio de Melo ainda falou que sua maior preocupação durante a quarentena era controlar sua saúde psíquica. “Minha maior preocupação foi contornar aquilo que eu sei que é uma fragilidade minha, a minha saúde emocional, que foi um grande dilema pra mim, há três anos, quando eu tive a síndrome do pânico e a depressão”, contou.

O sacerdote concluiu a entrevista falando sobre sua ansiedade e as medidas que tomou para controlá-la. “Tinha programado estudos, ficar um tempo fora do Brasil estudando e nada disso foi possível. Eu precisar administrar a ansiedade de não poder concretizar aquilo que eu havia planejada. Eu tinha muito receio do fato de não dar continuidade àquilo que estava sendo tão esperado por mim, tinha medo que essa ansiedade de ficar trancafiado pudesse ser um gatilho para voltar esse processo de síndrome do pânico”.

Fonte: IstoÉ Gente

terça-feira, 7 de julho de 2020

Bolsonaro está com sintomas de covid-19 e faz novo exame

Foto: Sergio Lima/AFP

O presidente Jair Bolsonaro está com sintomas da covid-19 e foi submetido a exame, cujo resultado deve sair na terça-feira (07). A informação foi divulgada inicialmente pela emissora CNN Brasil na noite desta segunda-feira (06). Ainda segundo a emissora, o presidente cancelará sua agenda pelo resto da semana. O presidente já foi duramente criticado por causar aglomerações em espaços públicos e por desdenhar da doença.

Outra polêmica aconteceu quando o presidente se recusou a apresentar seus resultados de exames para o coronavírus. Após uma decisão judicial, o governo compartilhou os testes. Em um vídeo gravado por um apoiador, Bolsonaro diz que fez uma radiografia no pulmão e confirma que será submetido a outro exame. "Eu vim do hospital agora, fiz uma chapa do pulmão, tá limpo o pulmão, tá certo? Vou fazer o exame do covid agora pouco, mas está tudo bem."

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 23 de junho de 2020

OAB vê " fundo do poço" e quer acelerar decisão para pedido de impeachment de Bolsonaro

Foto: Sergio Lima, AFP


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu acelerar os trâmites para a elaboração de um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
A entidade já tinha aberto um procedimento na comissão de estudos constitucionais, integrada por juristas como Sepúveda Pertence, para estudar o assunto.
O tema estava sendo tratado com cautela. A prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, no entanto, fez com que ele subisse um degrau nas prioridades da entidade.
As revelações de que Queiroz, que comandaria um esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual pelo Rio, pagou inclusive contas pessoais do filho do presidente da República com dinheiro vivo é considerada grave.
O Ministério Público do Rio de Janeiro estima ainda que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 400 mil de Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, que era o chefe da milícia Escritório do Crime. Ele foi morto em fevereiro.
O envolvimento, no escândalo, de pessoas acusadas de ter conexão com milícias é vista como "fundo do poço" por diretores da ordem, que agora enxergam fatos concretos para embasar um pedido de afastamento de Bolsonaro.
A OAB agora se prepara para ouvir as 27 seccionais, num sistema de consulta que também foi adotado quando a entidade decidiu apresentar pedido de impeachment contra o então presidente Michel Temer, em 2017.
A decisão final caberá ao plenário do conselho federal, formado por 81 integrantes —três de cada estado e o Distrito Federal, que são eleitos diretamente em cada unidade da federação.
A deliberação deve ocorrer em agosto, quando o conselho deve voltar a se reunir de forma presencial, caso a epidemia do novo coronavírus esteja controlada.
A discussão sobre o impeachment já vinha sendo discutida com intensidade na OAB, que até agora estava dividida.
Um grupo, integrado pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, achava necessário agir ainda com cautela, considerando que o afastamento de um presidente da República eleito diretamente é um remédio amargo para qualquer crise.
Uma outra ala dizia que Bolsonaro já deu motivos suficientes para um processo de crime por responsabilidade, que poderia justificar a sua queda do governo.
Desde a semana passada, as posições parecem caminhar para uma maioria em defesa de um pedido de impeachment contra ele.
Um eventual pedido de impeachment feito pela OAB se revestiria simbolismo: a entidade liderou o processo de afastamento de Fernando Collor de Mello da presidência, na década de 1990. Apoiou o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, e defendeu a queda de Michel Temer em 2017.
Fonte: Yahoo Notícias

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Weintraub pode ser deportado se tiver usado prerrogativa para entrar nos EUA

Foto: Correio Braziliense

O agora ex-ministro da Educação Abraham Weintraub mal deixou o cargo e já foi para os Estados Unidos na última sexta-feira (19). No entanto, caso ele tenha usado a prerrogativa de funcionário do governo para entrar em território norte-americano, o apoiador de Jair Bolsonaro poderá ser deportado.

Exonerado no posto de ministro no último sábado (20), Weintraub inclusive fez algumas publicações nas redes sociais, nas quais sua localização apontava para Miami, na Flórida.
Vale lembrar que o governo dos Estados Unidos fechou as fronteiras do país para brasileiros por causa da Covid-19. A ressalva para entrada é permitida apenas para funcionários do governo com passaporte diplomático.
Caso Abraham tenha usado desta premissa para conseguir a permissão, uma norma pode fazer com que o ex-ministro seja deportado.
Aqueles que “contornarem a aplicação dessa proclamação através de fraude, deturpação intencional de um fato material ou entrada ilegal serão prioridades na remoção pelo Departamento de Segurança Interna”, descreve a norma.
O MEC informou não saber qual foi o passaporte utilizado pelo ex-ministro para sair do Brasil, conforme apuração do O Globo.
Indicado para uma vaga no Banco Mundial, Weintraub pode dizer que também saiu do País por conta do novo cargo. Entretanto, Abraham também poderia ser questionado por causa do seu posto na entidade internacional ainda não ter sido oficializada.
Fonte: IstoÉ

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Weintraub é demitido do Ministério da Educação


Em mensagem nas redes sociais, Abraham Weintraub se despediu do Ministério da Educação e agradeceu a Jair Bolsonaro, para ele, “o melhor presidente do Brasil”. Weintraub caiu como forma de o governo tentar reconstruir pontes com o Congresso e com o Supremo Tribunal Federal (STF).


Weintraub gravou um vídeo de despedida muito semelhante ao que ocorreu com Regina Duarte. No vídeo, o agora ex-ministro diz que não quer discutir os motivos de sua demissão e ressalta que recebeu convite para trabalhar no Banco Mundial.

Segundo Weintraub, no exterior, ele se sentirá mais seguro com a mulher, os filhos e a cadelinha da família. “Fechamos um ciclo e começaremos outro”, afirma o ex-ministro. Ele ressalta que seguirá apoiando Bolsonaro, como fez nos últimos três anos, desde que se conheceram.

No vídeo, com um Bolsonaro bastante constrangido por ter que demitir o aliado, Weintraub afirma acreditar que o ex-chefe continuará com sua defesa da liberdade, da família, das tradições, sempre com patriotismo. “O senhor tem um desafio gigante, que é salvar este país”, frisa.
Weintraub, que ficou um ano e dois meses à frente do Ministério da Educação, ressalta que, mesmo distante do país, continuará lutando, “mas de outra forma”. Ainda não está definido o sucessor de Weintraub. A princípio, Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização, deve ser o ministro-interino. Mas ele já sofre resistências dentro do governo.

No vídeo, Bolsonaro fez questão de ressaltar a importância da confiança que sente em Weintraub. “Confiança você não compra, você adquire”, diz o presidente, que ainda afirma que continuará lutando por liberdade e fará “o que o povo quiser”.

O irmão de Weintraub, Arthur, que tem cargo no Palácio do Planalto, também deixará o governo. A demissão do terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que a polícia prendeu Fabrício Queiroz, apontado como o operador das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o agora senador era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Fonte: Vicente Nunes/Correio Braziliense

domingo, 7 de junho de 2020

MP dá 72h para Ministério da Saúde explicar mudança na divulgação de mortes

Imagem:Internet

O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento extrajudicial para apurar os motivos que levaram o Ministério da Saúde a excluir o número total de óbitos por covid-19 das estatísticas divulgadas. O despacho estipulou prazo de 72 horas para o ministro interino da Saúde, general do Exército Eduardo Pazuello, enviar informações sobre o assunto.

O procedimento foi aberto pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral que pediu informações e documentos, incluindo a cópia do ato administrativo que determinou a retirada do número acumulado de mortes do painel.

O ministro da Saúde também deverá esclarecer se houve outras modificações e subtrações de dados públicos relativos à pandemia. Em caso positivo, é preciso especificar os fundamentos técnicos que embasaram essa decisão.

Na justificativa da abertura do procedimento, o MPF destacou que a transparência é uma regra no Poder Público e não deve haver exclusão de estatísticas. Para os autores do despacho que instaurou o procedimento extrajudicial "essa restrição de informações limita o acesso do público a dados que são relevantes, não sigilosos, que podem orientar a sua conduta em relação à proteção da própria saúde".

O Ministério da Saúde escalonou a restrição a informações. Primeiro, passou a atrasar a divulgação dos números, que ocorria no meio tarde da tarde e foi para as 22 horas. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou "acabou matéria no Jornal Nacional".

O passo seguinte foi retirar o número total de mortes, o que ocorreu pela primeira vez na sexta-feira e foi oficializado hoje. São revelados somente os dados das últimas 24 horas. O Ministério da Saúde argumentou que a divulgação das estatísticas deste período permite acompanhar a realidade do país neste momento.

A medida foi duramente criticada. O ex-ministro da Saúde, Luiz Mandetta, vinculou a decisão do Ministério da Saúde a obediência militar - o ministro interino da Saúde é general do Exército. Mandetta classificou a atitude como "lealdade extrema, mesmo que burra e genocida".

A Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota de repúdio. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse que esconder dados é "manobra de regimes totalitários". 

Fonte: UOL SP

sábado, 6 de junho de 2020

Enem 2021 pode ser suspenso por falta de dinheiro

FOTO: Leo Motta/JC Imagem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 está ameaçado. O motivo é o corte de R$ 4,2 bilhões no Orçamento do Ministério da Educação, previsto para 2021, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
O veículo obteve um ofício em que o Ministério da Educação faz o alerta o Ministério da Economia. A fim de evitar a não realização da prova que é porta de entrada para quase todas as universidades do Brasil, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, solicitou uma complementação de R$ 6,9 bilhões ao limite previsto para o ano que vem. O pedido ainda será analisado pela área econômica, que trabalha na elaboração da proposta orçamentária de 2021. O projeto precisa ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto deste ano.
"Ressalta-se que, dentre os programas que correm risco de não serem continuados, encontra-se o consagrado Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, e soma-se a esse prejuízo o fechamento de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional e tecnológica - EPT, mantidos com a política de Custeio de Universidade e Institutos", afirma trecho do ofício enviado na última quinta-feira (4) pelo MEC ao Ministério da Economia e obtido pelo Estadão.
De acordo com a estimativa inicial para o orçamento, a expectativa é de que o Ministério da Educação tenha R$ 18,78 bilhões para despesas discricionárias (as que não são obrigatórias). Este valor teve uma queda de 18,2% em relação aos R$ 22,97 bilhões programados para 2020.
Bolsas de pesquisa por meio da Capes também correm o risco de suspensão, assim como os programas do Pronuni podem ser interrompidos, de acordo com uma nota técnica, onde o subsecretário de Planejamento e Orçamento do MEC, Adalton de Rocha Matos cita os riscos.
Em 2021, a restrição nos gastos do governo volta a se impor porque todas as regras fiscais terão a vigência retomada. No ano que vem, a âncora da política fiscal será o teto de gastos, o mecanismo que limita o avanço das despesas em relação à inflação.
Como algumas despesas acabam crescendo em ritmo superior, as despesas não obrigatórias acabam ficam com espaço menos no Orçamento. Por isso o corte na previsão de gastos do MEC para 2021. Outras pastas também devem ser atingidas.
Em 2020, o estado de calamidade pública decretado pela pandemia do novo coronavírus livrou a equipe econômica de cumprir regras fiscais e autorizou a expansão de gastos emergenciais para combater a crise. Mas em 2021, a situação será diferente.
Fonte: JC

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Anonymous expõe caso Marielle com dados de supostos envolvidos

Foto: Reprodução

O grupo de hackers Anonymous Brasil liberou na madrugada desta quinta-feira (4) dados sobre "a verdade" do caso Marielle Franco. As informações foram compartilhadas por volta de 00h30 no horário de Brasília em um link e apontam para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) como mandante do crime. Informações pessoais de pessoas confirmadas e outras supostamente envolvidas na morte da vereadora do Rio de Janeiro estão disponíveis, como CPF, número de cartão de crédito, filiação, telefones e endereço.

"Não queremos trazer notícias não verdadeiras, não somos nenhum grupo iniciante e nem estamos com o propósito de fama, diferente de todos os grupos brasileiros, aqui nós apuramos os fatos e trazemos conforto e conhecimento sobre o que estão nos escondendo, aqui nós apoiamos todos, nós? Somos negros, asiáticos,  judeus, muçulmanos, lgbt, e toda classe oprimida e desfavorecida! Vocês não estão sozinhos, estamos com vocês", diz o início do texto de esclarecimento que antecipa uma série de links e vídeos sobre como funcionou o suposto planejamento da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes . 

O grupo de hackers apontou para Flávio Bolsonaro como o integrante da família presidencial que atua junto com a milícia. Um link de apoio redirecionado para um suposto documento da Câmara, do deputado Rogério Correia (PT-MG), que pede uma investigação especial para apurar as ações criminosas das milícias do Rio de Janeiro. Contudo, não consta no requerimento o número de emissão e a data, apenas o mês de fevereiro do ano de 2019 ao final do suposto documento.

"Estamos cansados, o povo clama por ajuda, será que poderíamos visualizar com mais profundidade e com mais precisão o caso do presidente? O que o senhor acha Presidente? Talvez surja provas que seu filho é corrupto, talvez esse ano, a favela vai se revoltar, policiais estão abusando de poder, e o sistema deixa!", disse em mensagem os hackers , que reafirmou que a direita está "propícia a ser fascista ".
Apesar de serem contra Bolsonaro , o Anonymous voltou a reforçar que são apartidários em busca de "justiça" pelas minorias. "Isso não é sobre ser de esquerda ou de direita, afinal somos contra qualquer sistema político".
Nesta nova exposição de dados, foram divulgadas informações sobre de Ronnie Lessa e a esposa, Elaine Pereira Figueiredo,  Elcio Vieira de Queiroz, Alexandre Motta de Souza, Rodrigo Jorge Ferreira, Camila Moreira, apontada como advogada que "atrapalhou as investigações", Bruno Pereira Figueiredo, cunahdo de Ronnie Lessa, José Márcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas, que seriam amigos de Ronnie e "ocultaram armas".

"Conclusão? Parece que a família bolsonaro é a mandante. Também parece que agora temos vários motivos para duvidar da postura do nosso querido presidente! #MarielleVIVE", finalizou a postagem do grupo que se autodenomina Anonymous Brasil.