quarta-feira, 29 de julho de 2020

Serra Talhada inaugurará shopping com investimento de 30 milhões nesta quinta

Foto: Diego Gomes

Shopping Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, abre as portas na próxima quinta-feira (30) na Avenida Adriano Duque de Godoy Sousa, nº 01, no bairro Nossa Senhora da Penha. Por causa da pandemia da covid-19, não será possível realizar um evento de inauguração, de forma a evitar aglomerações. Um ato solene com público restrito marcará a abertura do mall.
Com investimento em torno de R$ 30 milhões, o empreendimento tem mais de 22 mil metros quadrados de área construída, com 75 lojas, sendo duas âncoras (Le Biscuit e Americanas), além de uma área de lazer e três salas de cinema, cada uma com capacidade para 103 lugares. O shopping conta com mais de 600 vagas de estacionamentos.
O público poderá acessar o centro de compras a partir das 12h. Duas grandes lojas já estão confirmadas para abrir junto com o shopping: a Le Biscuit e a Convex Brasil. A Le Biscuit é uma das maiores redes varejistas do Brasil e além de Serra Talhada, investe em mais duas lojas em Pernambuco: Santa Cruz do Capibaribe e Carpina. Já são 17 unidades em todo o Estado, e 144 no País.
A Convex Brasil, especializada em joias em aço, inaugura a quinta unidade em Pernambuco no shopping do Sertão do Pajeú. A empresa atua no mercado há mais de 30 anos, e tem produtos como joias em aço hipoalergênico, prata, prata com revestimento em ouro 18 e 10 quilates, aço pigmentado, entre outros.

Protocolos de segurança

O mall está preparado para cumprir os protocolos de biossegurança. Entre as medidas adotadas estão o uso de tapete de higienização para os calçados; a aferição da temperatura de visitantes e funcionários; controle de fluxo; disponibilização de álcool em gel; limpeza rigorosa dos ambientes, entre outros. O uso de máscara é obrigatório para entrar no centro de compras.
Fonte: Ne10

terça-feira, 28 de julho de 2020

152 bispos católicos assinam carta contra governo Bolsonaro

Foto: CNBB


Um grupo de 152 arcebispos e bispos da Igreja Católica assinaram uma carta com duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No documento, os religiosos citam que o governo federal demonstra "omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres", além de "incapacidade para enfrentar crises".

Ao longo do texto, os bispos afirmam que a situação "é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga e nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros".

A carta, que seria publicada na última quarta-feira (22), chegou a ser suspensa para análise do Conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no entanto, acabou vazando neste domingo (26).

Ao G1 a secretaria de comunicação da CNBB informou que o documento "nada tem a ver" com a conferência." É de responsabilidade dos signatários". O Palácio do Planalto disse que não vai comentar o caso.


'Carta ao Povo de Deus'





Ainda de acordo com o texto, chamado de "Carta ao Povo de Deus", os bispos e arcebispos afirmam que o presidente da República usa o nome de Deus para "difundir mensagens de ódio e preconceito".


O documento também pede "união" por um diálogo contrário às ações do governo. Neste ponto, os religiosos convocam os leitores para "um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito".


"[...] com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com 'terra, teto e trabalho', com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos."




Covid-19





Na carta, os religiosos afirmam que o Brasil atravessa "um dos momentos mais difíceis de sua história", vivendo uma "tempestade perfeita". Essa tempestade, nas palavras dos bispos, culminaria em uma "crise sem precedentes na saúde" e em um "avassalador colapso na economia", com a tensão "provocada em grande medida pelo Presidente da República [Jair Bolsonaro] e outros setores da sociedade".


Com base em versículos bíblicos, o texto cita o atual momento da pandemia enfrentada pelo país e o aumento de casos e óbitos pelo novo coronavírus. "Assistimos discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela Covid-19".


O documento termina com um pedido da igreja ao povo brasileiro por união aos movimentos que "buscam novas e urgentes" alternativas para o país.

Fonte: G1

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Tremor de terra é sentido em cidades do Agreste e Mata Sul de PE


Um tremor de terra foi registrado em Lajedo e Jurema, no Agreste de Pernambuco, e Quipapá, na Mata Sul, no sábado (25).

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o tremor teve uma magnitude de 2.4 na Escala Richter.

Moradores de Lajedo, Jurema e Quipapá sentiram o estrondo.


Fonte: G1 Caruaru

Bolsonaro é denunciado por genocídio no Tribunal de Haia

Foto: Valor Econômico

O presidente Jair Bolsonaro foi denunciado neste domingo (26) por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de Covid-19.
Para as entidades, o presidente nunca atendeu as recomendações técnicas de seu próprio Ministério da Saúde para evitar o avanço da pandemia. O documento também ressalta que Bolsonaro várias vezes provocou aglomerações e apareceu sem máscara, além de minimizar a gravidade da Covid-19.
“Essa atitude de menosprezo, descaso, negacionismo, trouxe consequências desastrosas, com consequente crescimento da disseminação, total estrangulamento dos serviços de saúde, que se viu sem as mínimas condições de prestar assistência às populações, advindo disso, mortes sem mais controles”, diz o documento.
O documento foi assinado por mais de 60 entidades e sindicatos. No pedido, as entidades citam a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que associou diretamente “genocídio” à pandemia no Brasil durante uma live da ISTOÉ.
Fonte: IstoÉ

domingo, 26 de julho de 2020

Surubim: Homem morre após ser atacado por boi



José Gilberto Lima, 41 anos,  morreu após ter sido atacado por um boi na sexta-feira (24) em Surubim. De acordo com a Polícia Civil, o animal teria se assustado com um cachorro e atingiu a vítima, que caiu e bateu com a cabeça no chão.

José Gilberto chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. O enterro da vítima aconteceu no cemitério do Povoado do Mimoso, na tarde do último sábado(25).

Com informações do G1 Caruaru

sábado, 25 de julho de 2020

São Paulo adia carnaval 2021 devido à pandemia

 



O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (24/7) o adiamento do carnaval 2021, incluindo os desfiles e os blocos nas ruas, que já estavam se tornando tradição na cidade, incluindo dividendos financeiros. "Estamos definindo uma nova data para o carnaval na cidade, será no final de maio ou começo de julho", disse.


Covas anunciou também o cancelamento de outros grandes eventos que ocorrem tradicionalmente na cidade, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBT.


Os dois eventos podem ser realizados em novembro e as organizações estão definindo a maneira como ocorrerão, mas não há nada definido ainda. Se forem realizados, Covas disse que provavelmente não serão presenciais.


Na semana passada, Covas já havia suspenso as celebrações do réveillon na Avenida Paulista, também por causa da covid-19. Outro evento cancelado foi a prova da Fórmula 1, que também se realiza na capital paulista.


"Apesar de a cidade sempre estar evoluindo no Plano São Paulo, ainda estamos enfrentando a pandemia", disse Covas. "Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade da realização do carnaval em fevereiro", comentou.


Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Padre Fábio de Melo diz que pensou em cometer suicídio, em live



Na noite da última quarta-feira (22), o Padre Fábio de Melo participou de uma live com o jornalista Felipeh Campos e falou sobre uma profunda depressão que teve e que pensou até em cometer suicídio.

Ao ser questionado por Felipeh se ele pensou em se matar, o padre respondeu: “Há três anos, sim. Quando eu tive a minha crise, eu não pensava em outra coisa. Eu ficava horas e horas do dia e da noite pesquisando na internet formas de morrer. Foi uma sombra muito difícil de ser enfrentada, um período extratamente doloroso pra mim”.
No bate-papo, Fábio de Melo ainda falou que sua maior preocupação durante a quarentena era controlar sua saúde psíquica. “Minha maior preocupação foi contornar aquilo que eu sei que é uma fragilidade minha, a minha saúde emocional, que foi um grande dilema pra mim, há três anos, quando eu tive a síndrome do pânico e a depressão”, contou.

O sacerdote concluiu a entrevista falando sobre sua ansiedade e as medidas que tomou para controlá-la. “Tinha programado estudos, ficar um tempo fora do Brasil estudando e nada disso foi possível. Eu precisar administrar a ansiedade de não poder concretizar aquilo que eu havia planejada. Eu tinha muito receio do fato de não dar continuidade àquilo que estava sendo tão esperado por mim, tinha medo que essa ansiedade de ficar trancafiado pudesse ser um gatilho para voltar esse processo de síndrome do pânico”.

Fonte: IstoÉ Gente

Senado aprova MP que desobriga mínimo de 200 dias letivos

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

BRASÍLIA - O Senado aprovou nesta quinta-feira, 23, a Medida Provisória 934, que dispensa creches, escolas e instituições de ensino superior de cumprir o mínimo de dias letivos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Por meio de acordo entre os líderes partidários, os destaque ao texto, que poderiam modificá-lo, foram retirados. Com isso a medida foi aprovada com 73 votos favoráveis e nenhum contra e seguirá agora para a sanção presidencial.

A regra geral, estabelecida pelo Ministério da Educação, prevê o mínimo de 200 dias letivos para todo a educação básica (ensino infantil, fundamental e médio) e para as instituições de ensino superior. A medida provisória estabelece que, apenas em 2020, essa regra poderá ser flexibilizada. Mas, do ensino fundamental em diante, a carga horária mínima de 800 horas terá de ser cumprida - mesmo que parte seja compensada no próximo ano.

A flexibilização nas normas de duração do ano letivo em 2020 foi necessária por conta da pandemia do novo coronavírus, que afetou as aulas presenciais em escolas e universidades. Pela proposta aprovada, escolas de ensino infantil ficam dispensadas de cumprir os dias e a carga horário mínima anual de 800 horas exigidas por lei. Já as escolas de ensino fundamental e médio terão de cumprir a carga horária, mas poderão distribuí-las em menos de 200 dias letivos.

A MP prevê inclusive que o período da carga horária mínima do ano letivo afetado poderá ser reposta no ano seguinte. Para alunos que concluem o ensino médio em 2020, a medida permite criar o "quarto ano do ensino médio" em caráter excepcional, voltada para os estudantes que quiserem ter mais um ano suplementar de estudo na rede pública em 2021.

As regras excepcionais sobre o mínimo de dias letivos também valem para o ensino superior, desde que respeitados as grades curriculares e os conteúdos essenciais. O texto também permite a antecipação da formatura de alunos de cursos da área da saúde, entre eles medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia. Contudo, o estudante deverá ter cumprido, pelo menos, 75% da carga horária do internato, no caso de medicina, ou dos estágios curriculares obrigatórios.
Acordo

Para a aprovação da medida, houve acordo com o governo para que trecho do texto fosse vetado, uma vez sancionada a medida. Uma mudança feita pelos senadores implicaria no retorno do texto à Câmara, o que colocaria em risco a sanção da medida, que perde a validade no dia 29 de julho.

O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), anunciou que o governo vetaria parte que trata sobre o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Pelo texto, a data da prova deveria ser discutida com os sistemas estaduais de ensino. Além disso, o calendário de programas de acesso ao ensino superior, o Sisu e o Prouni, deveria ser compatibilizados com a divulgação do resultado do Enem. Segundo Bezerra, a retirada dessa previsão por meio de veto presidencial tem o aval do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Vetar o trecho sobre o Enem foi uma sugestão do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), vice-presidente da Frente Parlamentar Mista pela Educação no Congresso. Segundo ele, considerando que o Enem é o único critério para inclusão no Prouni, as faculdades ficariam prejudicadas no período de matrículas, visto que o exame foi adiado para maio de 2021.

O governo fez ainda outra sinalização para garantir a votação da MP. Bezerra anunciou o comprometimento do Executivo de estudar a edição de uma MP para tratar especificamente do Revalida. A realização emergencial do exame que dá validade para o diploma de médicos formados no exterior era tema de destaque retirado do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). "O governo tem o compromissos de enfrentar essa questão (do Revalida). Vamos trabalhar para que venha rapidamente possa vir uma medida provisória", garantiu Bezerra.

Pela MP, fica permitido ainda, durante o período de suspensão das aulas presenciais, que os recursos financeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) possam ser distribuídos, como recursos ou gêneros alimentícios, aos pais ou responsáveis dos estudantes. Atendendo a pedido do senador Lasier Martins (Podemos-RS), Fernando Bezerra sinalizou a possibilidade de uma regulamentação posterior para garantir que os recursos para suprir a merenda estudantil serão direcionados de fato para a agricultura familiar.

Entre outras medidas, o texto aprovado na Câmara e chancelado pelos senadores prevê a assistência técnica e financeira aos Estados e municípios para a adoção de medidas necessárias ao retorno às aulas e também para o desenvolvimento de atividades pedagógicas não presenciais.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Com derrota para o governo, Câmara aprova novo Fundeb

Foto: internet


Em um dia considerado histórico para os educadores e com uma derrota do governo, a Câmara aprovou nesta terça-feira a prorrogação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal mecanismo de financiamento das escolas públicas do País. Além de aumentar a quantidade de recursos que a União passa a depositar no fundo, o novo formato diminui a desigualdade, destinando mais dinheiro aos municípios mais pobres. Com as mudanças, 17 milhões de alunos a mais serão beneficiados no País, por meio de recursos para a escolas em que estudam.

Foram 499 votos a favor e 7 contra, como os deputados ligados ao presidente Jair Bolsonaro, Bia Kicis (PSL-DF) e Chris Tonietto (PSL-RJ). O Fundeb foi criado em 2007 e expirava no fim deste ano, mas o governo Bolsonaro se recusou a discutir a prorrogação até a véspera da votação, o que chegou a colocar o mecanismo em risco. No sábado, o governo quis destinar recursos do fundo renovado ao Renda Brasil, que ainda está sendo desenhado pela equipe econômica para substituir o Bolsa Família, para driblar o teto dos gastos federais (que não atinge o Fundeb), e ainda limitar o gasto com salário de professores.

O fundo funciona como uma conta bancária que recebe 20% do que é arrecadado em impostos, na maioria estaduais, como ICMS e IPVA. Até agora esse dinheiro era dividido pelo número de alunos em cada Estado. O resultado dessa conta não podia ser inferior ao valor mínimo por estudante estipulado pelo governo federal, cerca de R$ 3 mil. Os Estados mais pobres ganhavam ajuda financeira da União, que até hoje representava 10% do Fundeb. Com a aprovação desta terça-feira, o governo federal passa a responder por 23% do total dos recursos, que vai aumentar gradativamente durante seis anos.

Outra mudança é que a lógica, que era estadual, passa a ser municipal. Ou seja, municípios pobres em Estados ricos não recebiam essa complementação da União. Segundo cálculos do Todos pela Educação, 2745 redes de ensino e 17 milhões de alunos a mais receberão dinheiro para aumentar o quanto investem por estudante.

"Com essa arquitetuta redistributiva, se alcança mais municípios. Caso contrário, a União teria que colocar muito mais dinheiro", diz a presidente do Todos pela Educacao, Priscila Cruz. "É um momento histórico. Vai se dar mais para quem mais precisa e menos para quem menos precisa." Ela considera o aumento da complementação para 23% algo espetacular. Parte desse dinheiro, 5%, terão que ser destinados apenas para a educação infantil, principalmente para aumento de vagas nas creches.

Originalmente, a proposta da relatora Dorinha Seabra (DEM-TO) previa ampliar a complementação da União partindo de 15% em 2021, chegando progressivamente a 20% até 2026. Em 2019, o Fundeb movimentou R$ 156 bilhões, sendo R$ 14 bilhões da União. Cada ponto percentual a mais representa cerca de R$ 1,5 bilhão.

Durante a leitura do relatório, Dorinha elogiou o empenho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) em aprovar o Funded. Maia chorou emocionado. "Sabemos que são despesas que são investimentos nas nossas crianças e futuro de tantos brasileiros", disse Maia. A aprovação desta terça-feira foi do texto-base em primeiro turno. Deputados precisam ainda votar os destaques (pedidos de alteração) e depois o segundo turno. Posteriormente, a proposta segue para o Senado. Nos últimos dias, a proposta foi discutida entre o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Dorinha. A equipe econômica defendia uma complementação de 22%, com 4% para os benefícios à primeira infância.

Outra proposta do governo rechaçada pela Câmara era que a PEC só tivesse validade a partir de 2022, deixando um vácuo durante 2021. Era questão de discordância também a proibição do uso de verbas para o pagamento de aposentados e pensionistas. O governo queria permitir isso.

Todos esses pontos levaram aos partidos do Centrão a protocolarem seis requerimentos de obstrução na manhã desta terça-feira, com objetivo de atrasar a votação, mas os pedidos foram retirados antes do início da sessão.

"Vamos assegurar pela primeira vez que a educação infantil tenha prioridade", disse Dorinha. "Hoje queremos escola boa com profissionais respeitados", afirmou a relatora. Ela parabenizou a atuação de Maia durante a tramitação da proposta, que chorou no plenário da Câmara ao ouvir a homenagem da colega.

A relatora estabeleceu também no texto aprovado a revisão do Fundeb a cada dez anos, que era uma das demandas do governo. Dorinha manteve também piso de 70% como o mínimo a ser aplicado no salário de professores, e não o máximo, como a equipe econômica queria. Esse ponto, no entanto, pode ainda ser modificado nos destaques. A relatora também determinou que o padrão mínimo de qualidade do ensino garantido pela União, por meio de assistência a estados e municípios, deve ter como referência o custo aluno qualidade (CAQ), um parâmetro de financiamento educacional previsto no Plano Nacional de Educação (PNE).

"Nos últimos dias alguns grupos surgiram para dizer que esse não era o momento para aprovar o Fundeb, pois estamos passando por uma grave crise econômica e fiscal. Se enganam aqueles que pensam que educação não pode contribuir com a superação da crise que estamos vivendo, serão nossas escolas públicas que acolherão os estudantes", afirmou a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), que se disse emocionada e esperançosa "nesse dia histórico".

"Nós estamos deixando claro na Constituição, na carta magna, que não vamos sossegar enquanto tiver um brasileiro ainda sem acesso à educação", disse a deputada Soraya Santos (PL-RJ). Parlamentares do PSOL destacaram a atuação de professores nas redes sociais durante o dia para garantir a aprovação da proposta. "Estamos falando de um programa para incluir 3 milhões de jovens fora da escola e valorizar professores", disse a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 21 de julho de 2020

Haddad é absolvido em ação por suposto Caixa 2

Foto: Marcelo Brandt/G1


A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve nesta segunda-feira (20) a absolvição do ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do estado (MP-SP).

A ação movida pelo MP-SP contra o ex-prefeito era baseada na colaboração premiada do ex-dirigente da construtora UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. Na delação, Pessoa disse aos procuradores da Operação Lava Jato que teria pago, a pedido do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, dívidas no valor de R$ 2,6 milhões da campanha de Haddad em 2012, quando ele concorreu pela primeira vez à prefeitura da capital paulista.

A decisão pela absolvição do petista foi aprovada por unanimidade entre os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, que consideraram improcedente os argumentos dos procuradores que solicitaram a revisão da sentença do juiz Thiago Baldani Gomes De Filippo, da 8ª Vara de Fazenda de São Paulo, que em dezembro de 2019 já havia rejeitado a ação contra o ex-prefeito.

Na ocasião, o juiz de primeira instância entendeu que, à época dos fatos, Haddad não era prefeito e que não houve demonstração de benefícios obtidos pela UTC na gestão do petista na cidade de São Paulo.


Denúncia do MP


Em setembro do ano passado, o Ministério Público havia denunciado Haddad por suspeita de pedir R$ 2,6 milhões à construtora UTC Engenharia para pagamento de dívidas de campanha.



Segundo a denúncia, o pedido de recursos ao ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa, entre abril e maio de 2013, foi feito por meio do então tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, que pretendia obter inicialmente R$ 3 milhões para o pagamento de trabalhos feitos à campanha por uma gráfica que pertencia ao ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, conhecido como “Chicão”.


Os advogados Igor Tamasauskas, Pierpaolo Botini e Leandro Raca pediram o trancamento da ação alegando que o ex-prefeito “sofre constrangimento ilegal em razão do indevido recebimento de denúncia por suposta incidência do artigo 317 do Código Penal.”


O relator explica ainda que Haddad cancelou “contrato de construção de túnel estipulado com a UTC, em fevereiro de 2013.”


Os argumentos da defesa do petista foram acatados pelo juiz Thiago Baldani Gomes De Filippo, da 8ª Vara de Fazenda de São Paulo, que em dezembro de 2019 determinou o arquivamento do processo contra contra Fernando Haddad.


Fonte: G1

Surubim: Polícia cumpre mandados para apurar lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa

Foto: Paulo Paiva/ DP

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) está cumprindo, na manhã desta terça-feira (21), 14 mandados de busca e apreensão domiciliar, sete mandados de suspensão do exercício de função pública, um mandado de suspensão temporária de participação de licitações e o sequestro de bens imóveis e valores, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A Operação Locatário acontece no Recife, em Paulista e Olinda, na Região Metropolitana, Surubim e Sairé, no Agreste.

A operação tem como alvo empresários e agentes públicos envolvidos com a prática de peculato, lavagem de dinheiro, dispensa de licitação indevida, uso de documento falso e associação criminosa.

Esta é a 27ª Operação de Repressão Qualificada do ano. As investigações começaram neste mês de julho, comandadas pelo delegado Diego Pinheiro, da 2° Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Deccor) da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).

Na execução, estão sendo empregados 55 policiais civis, entre delegados, agentes e Escrivães. A Operação está sendo coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp) da Polícia Civil de Pernambuco e supervisionada pela Chefia de Polícia. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro.

Fonte: Diario de Pernambuco

Vereadora tem carro alvejado à bala na zona rural de Bom Jardim


Na noite desta segunda-feira (20), por volta das 18h30, a vereadora do município de Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco, Ana Nery de Lima Cavalcanti (PP), conhecida na cidade como Ana Nery de João de Pretinho, 33, teve o carro alvejado quando transitava na estrada que dá acesso a PE-90, na zona rural do município.

Segundo informações da vereadora foram efetuados cerca de cinco a seis disparos de arma de fogo, atingindo a lateral esquerda do veículo, um dos projéteis atravessou o banco de passageiros. A parlamentar estava no veículo acompanhada do seu irmão, o fisioterapeuta Andrew Jackson João de Lima, 30, e do motorista Leonardo da Rocha Tomé, 32, que é primo de Ana Nery. Ninguém ficou ferido.

Os três foram encaminhados para a 16ª Delegacia Seccional de Polícia de operações Especiais de Surubim, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Ainda não se sabe a motivação do crime. A vereadora disse que os disparos vieram de dois homens em uma moto. A Polícia Civil investigará o caso.

Ana Nery é formada em enfermagem, foi conselheira tutelar, é diretora do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bom Jardim e está no primeiro mandato de vereadora. O pai dela que é conhecido como João Pretinho foi vereador do município por quatro legislaturas e também foi diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais por muitos anos.

Com informações do jornalista 
Luis Correa
Fonte: Diario de Pernambuco

Governadores de 20 estados pedem aprovação da PEC do Fundeb


Foto: Internet



Da Redação
Vinte governadores assinaram uma carta em apoio ao novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), divulgada na tarde desta segunda-feira (20). Eles pedem a aprovação do texto de autoria da Professora Dorinha (DEM-TO), que propõe tornar o Fundeb permanente, e que deveria ter sido votado hoje.
Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, é um dos poucos que não assinam a carta. No documento, os mandatários dizem que o fundo é o principal mecanismo de financiamento da educação básica pública e que ele garante um patamar mínimo de investimento por aluno em todo o país, reduzindo desigualdades.
O término de vigência do Fundo é iminente, o que torna necessária a votação da Proposta de Emenda à Constituição na Câmara. No entanto, o governo Federal não concorda com o texto e conseguiu adiar a votação para terça-feira (21). Atualmente, a União complementa o fundo com 10% sobre o valor aportado por estados e municípios.
A proposta em tramitação na Câmara, relatada pela deputada Professora Dorinha, prevê um aumento escalonado do montante repassado pelo governo Federal, que começaria em 12,5% em 2021 e chegaria a 20%, em 2026.
A carta foi articulada pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
Fonte: Sul21