quinta-feira, 2 de julho de 2020

Noivo morre e quase 100 pessoas testam positivo para Covid-19 após casamento na Índia

Foto; AFP

Um casamento na Índia pode ter infectado quase 100 pessoas com o novo coronavírus. O noivo morreu com os sintomas da doenças dois dias após a cerimônia, na qual participaram mais de 350 amigos e familiares.

De acordo com a CBS News, o noivo trabalhava como engenheiro de software em Délhi e foi para sua cidade natal Paliganj,em Bihar, para se casar em meados de maio. Antes mesmo do casamento, ele começou a apresentar os primeiros sintomas da doença.
No entanto, ele não fez o teste para Covid-19 e a família ignorou o pedido de adiamento do casamento. Um parente contou ao The Indian Express, que as duas famílias optaram por não adiar a cerimônia por causa de possíveis perdas financeiras.
No dia do casamento, o noivo tomou remédio sem prescrição médica para baixar a febre e curtiu o evento com a noiva e seus convidados. Dois dias depois, ele foi levado para o hospital com uma piora no quadro de saúde, mas morreu antes mesmo de chegar à unidade de saúde.
Ainda segundo a CBS News, a família cremou o corpo do jovem antes de alertar as autoridades. Por isso, ele não chegou a ser testado para a doença.

Casamento infringiu medidas de isolamento

Em junho, a Índia flexibilizou as medidas de restrição e isolamento social contra o novo coronavírus. No entanto, casamentos só poderiam ocorrer com até 50 convidados. O governo local está investigando como o grande casamento foi permitido.
Após serem informados sobre o caso por um parente, as autoridades iniciaram os testes para Covid-19 nos convidados do evento. A noiva do jovem não se contaminou. Um relatório do India Today confirma que até 15 pessoas que estiveram no casamento deram positivo para o coronavírus.
Na última segunda-feira, um novo relatório apontou que pelo menos mais 80 pessoas haviam testado positivo para o vírus na aldeia onde a cerimônia ocorreu. Os moradores da região consideram o casamento um exemplo de “disseminação em massa” em Bihar.

Fonte: IstoÉ


MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais, mas não estabelece data para o retorno

Foto: Internet


O Ministério da Educação (MEC) anunciou nessa quarta-feira (1°) diretrizes para a volta às aulas presenciais. Entre elas, estão uso de máscaras, distanciamento social de 1,5 metro, estímulo a reuniões on-line e afastamento de profissionais que estejam em grupos de risco (veja mais abaixo).


Apesar da divulgação do documento, ainda não há uma data prevista para a volta às aulas presenciais em todo o país – essas atividades estão suspensas desde março.


Segundo o balanço do MEC, entre as 69 universidades federais, 54 estão com atividades suspensas, 5 com atividades parciais e 10 com atividades remotas. O monitoramento pode ser visto no site http://portal.mec.gov.br/coronavirus/


O protocolo com medidas de biossegurança trata sobre a comunidade acadêmica, medidas protetivas individuais e coletivas, cenários comuns como salas de aulas, transporte coletivo e atividades laborais, entre outras.


Ele foi elaborado para orientar as ações em universidades e instituições de ensino federais, mas poderá ser usado como diretriz para a elaborações de documentos semelhantes nos estados, segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel.


A portaria com as diretrizes deverá ser publicada amanhã no "Diário Oficial da União", mas já está disponível no site do MEC (acesse aqui o protocolo).


O MEC afirmou que o documento foi elaborado por uma equipe multidisciplinar, que conta com um médico pneumologista.




Diretrizes para volta às aulas



Entre diretrizes divulgadas pelo MEC, estão:


  • Uso de máscara obrigatório
  • Medição de temperatura no acesso às áreas comuns
  • Disponibilização de álcool em gel
  • Volta ao trabalho de forma escalonada
  • Ventilação do ambiente
  • Possibilidade de trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco
  • Reuniões e eventos à distância
  • Distanciamento de pelo menos 1,5 m
  • Orientação para manter cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios
  • Não compartilhamento de objetos – incluindo livros e afins
  • Elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades



Acesso gratuito à internet




O MEC também anunciou que dará internet gratuita a alunos de universidades e institutos federais em situação de vulnerabilidade, para que possam acessar as aulas remotas enquanto durar a pandemia.


A expectativa inicial é atender 400 mil estudantes e, depois, chegar a 1 milhão. A iniciativa tem parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Os custos não foram informados.


Segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, 40% destes estudantes estão no nordeste.


Vogel afirma que não se trata de internet liberada e gratuita: as universidades e institutos federais deverão definir os sites e sistemas nos quais os estudantes terão acesso gratuito.


Segundo o secretário-executivo do MEC, a maioria dos estudantes têm equipamentos para acessar a internet, mas não têm pacote de dados suficiente para fazer downloads e assistir a vídeos.


Fonte: G1

Eleições 2020: veja as novas datas do calendário eleitoral, após mudança para novembro




O Congresso Nacional aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as datas do calendário eleitoral deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus.


O calendário inicial, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro do ano passado, previa o primeiro turno em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. A PEC aprovada pelo Congresso adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.


O adiamento foi debatido pelo Congresso em audiências com especialistas e integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Veja abaixo as datas do calendário eleitoral deste ano:


a partir de 11 de agosto: emissoras ficam proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena de cancelamento do registro do beneficiário;

31 de agosto a 16 de setembro: período destinado às convenções partidárias e à definição sobre coligações;

26 de setembro: prazo para registro das candidaturas;

a partir de 26 de setembro: prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e representação das emissoras de rádio e TV para elaborarem plano de mídia;

após 26 de setembro: início da propaganda eleitoral, também na internet;

27 de outubro: prazo para partidos políticos, coligações e candidatos divulgarem relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados;

15 de novembro: primeiro turno da eleição;

29 de novembro: segundo turno da eleição;

até 15 de dezembro: para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos, relativamente ao primeiro turno e, onde houver, ao segundo turno das eleições;

até 18 de dezembro: será realizada a diplomação dos candidatos eleitos em todo país, salvo nos casos em que as eleições ainda não tiverem sido realizadas.

Fonte G1

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Flávio Nóbrega será candidato e lidera pesquisas, diz Silvio Costa Filho

Foto Facebook

O deputado federal e presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, negou que a chapa majoritária encabeçada pelo ex-prefeito de Surubim Flávio Nóbrega não irá disputar as eleições de 2020.
De acordo com matéria do site do Alberico Cassiano, o partido Republicanos emitiu nota reafirmando o apoio ao médico que foi prefeito de Surubim por duas vezes e elegeu seus dois sucessores.
Flávio é um dos nomes mais cotados para assumir a prefeitura e, de acordo com Silvio Costa Filho, " tem uma candidatura sólida e lidera as pesquisas".

Por João Paulo Lima, com informações do Blog do Alberico Cassiano

terça-feira, 30 de junho de 2020

Eleição em novembro: Centrão pretende apoiar adiamento



A proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia para novembro as datas das eleições municipais deste ano ganhou o apoio de deputados antes resistentes à iniciativa. Congressistas do PP, PL e Republicanos estavam resistentes a votar, mas decidiram apoiar o texto.

O vice-presidente da Câmara e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), disse por meio do Twitter: “fui convencido de que o adiamento das eleições para novembro é a melhor decisão a ser tomada. Estamos construindo esse consenso necessário”.

No entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29) que o acordo para a votação não está fechado. Deputados consultados pelo Congresso em Foco avaliam que a votação deve acontecer na quarta-feira (1). Deputados do PP e do PL também já admitem votar favoravelmente ao texto, que precisa do apoio de ao menos 308 deputados em dois turnos.

Deputados são mais suscetíveis às pressões de prefeitos do que os senadores. O adiamento da eleição para um período dentro deste ano pode trazer desgaste aos candidatos a reeleição, já que suas administrações ficam afetadas de forma mais prolongada aos efeitos negativos da pandemia.

Como forma de mitigar essa resistência, Maia negocia aprovar a Medida Provisória 938/2020, que faz uma compensação das perdas de receitas com os repasses dos Fundos de Participação de Estados e Municípios (FPE e FPM).

“Dos R$ 16 bilhões, há uma previsão de não utilização de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões. O que prefeitos e deputados ligados a prefeitos estão demandando é que esses recursos possam ser utilizados”, disse Maia após reunião com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP).
Por Lauriberto Pompeu
Fonte: Congresso em Foco

Vírus descoberto em porcos na China pode gerar nova pandemia

Foto: PIXABAY

Um novo estudo realizado por pesquisadores chineses e publicado nesta segunda-feira (29) na revista científica americana "PNAS", identificou uma variação do vírus da gripe com potencial de causar uma nova pandemia. A variação foi identificada na China. A informação publicada pela BBC News explica que essa linhagem surgiu recentemente e tem os porcos como hospedeiros, mas pode infectar seres humanos. Ainda segundo os pesquisadores, o vírus poderia sofrer uma mutação ainda maior e se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e desencadear assim um surto global.

Eles afirmam que a cepa (cepa refere-se a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológica) precisa ser monitorada de perto por ter "todas as características" de ser altamente adaptável para infectar seres humanos. Por se tratar de uma nova linhagem do vírus influenza, que causa a gripe, as pessoas podem ter pouca ou nenhuma imunidade a ela.
O vírus recebeu o nome de G4 EA H1N1,  e se faz perigoso, pois pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas. Evidências de infecção foram encontradas em pessoas que trabalhavam em matadouros e na indústria suína na China. 
Os pesquisadores realizaram vários testes, inclusive em furões, animais muito usados em estudos sobre a gripe por apresentarem sintomas semelhantes aos do homem, principalmente febre, tosse e espirros. O G4 se mostrou altamente infeccioso.
De acordo com exames de sangue que mostraram anticorpos criados pela exposição ao vírus, 10,4% dos trabalhadores da indústria de carne suína já foram infectados. Um total de 4,4% da população em geral também parece já ter sido exposta ao vírus.
À BBC do Reino Unido, Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham, na Inglaterra, explicou que "no momento estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos".
Fonte: JC

Pandemia: "o pior está por vir", diz OMS

Foto: Divulgação/ internet

Às vésperas dos seis meses da covid-19, a OMS alerta que o mundo está ainda distante de ver o final da pandemia e que a atual crise política, falta de unidade nacional e divisão global estão aprofundando o caos.

"A dura realidade é que não está nem perto de acabar", afirmou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Segundo ele, se o mundo continuar dividido e não houver união nacional, "o pior está ainda por vir".

"Lamentamos dizer isso. Mas tememos o pior com esse tipo de condições", disse. "Globalmente, a pandemia se acelera. Todos estamos nessa juntos. E por um longo tempo", disse. "Vamos precisar de mais paciência, resiliência e humildade", disse. 

Para Tedros, esse é o momento de "liderança moral e política". "Perdemos muito. Mas não podemos perder esperança", disse.

No dia 31 de dezembro de 2019, a agência receberia o primeiro alerta oficial de um surto na China. Um mês depois, a emergência global seria declarada, quando existiam apenas doze casos fora da China.

Hoje, são 10 milhões de infectados e mais de 500 mil mortes. Mas, acima de tudo, a OMS se diz preocupada com a alta no número de casos em países que, depois de obter um certo controle da doença, voltaram a registrar importantes aumentos de novas infecções.

No Brasil, são 1,3 milhão de casos e 57 mil mortes. Nos últimos 30 dias, o país foi o local que mais registrou novos casos no mundo. Em média, nos últimos dias, 20% de novos infectados no mundo estão no Brasil.

"Há seis meses, ninguém poderia imaginar como nosso mundo e vidas seriam jogadas nessa turbulência", afirmou.

Politizada

Sem citar nomes, Tedros criticou governos e lideranças que têm "politizado" a pandemia e insistiu que o vírus pode ser barrado, mesmo sem a vacina. Para isso, porém, governos precisam investir em testes, isolamento e rastreamento de casos.

"Há como parar o vírus", disse. "O governo precisa assumir sua responsabilidade e a comunidade precisa fazer seu papel", afirmou.

Na avaliação de Tedros, a Coreia do Sul é um exemplo de um país que conseguiu, sem a vacina, romper a cadeia de contaminação.

Missão para a China 

A OMS ainda anunciou que, seis meses depois, uma equipe da entidade foi aceita pela China para desembarcar no país para ajudar no trabalho de tentar entender de que maneira o vírus se desenvolveu e passou a ser uma ameaça.

A investigação é parte de um processo mais amplo de revisão a resposta dos últimos meses e identificar os motivos da pandemia. Para isso, porém, a OMS precisava de um sinal verde por parte da China.


Por Jamil Chade
Fonte: UOL Notícias

sábado, 27 de junho de 2020

A demolição da Usina Farias e a necessidade de um parque em Surubim

Antiga Usina Farias/ Foto: Lulu/Surubim News

Após anos em pé e sem uso algum, o prédio da Usina Farias foi destruído para a construção de um loteamento sem grande importância para a cidade. A história  da cultura algodoeira em Surubim virou pó diante dos nossos olhos e assistimos passivos a tudo o que aconteceu.

Com exceção do advogado e presidente do PSOL, Alex Fernando, que entrou na justiça na época para tentar manter a construção em pé, praticamente não houve nenhuma  grande mobilização para salvar a memória do nosso povo. Graças ao cidadão Alex restou a fachada, após tombamento pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco  - FUNDARPE.

Embora o Plano Diretor do Município de Surubim garanta a preservação do patrimônio arquitetônico e histórico municipal, a Prefeitura de Surubim nada tem feito para que isso aconteça na prática. Restava a esperança para a nossa cidade que a Família Farias, uma das mais ricas e importantes de Pernambuco, doasse o terreno ou mesmo os prédios ainda  não demolidos ao município, para a implantação de um parque  municipal, tendo em vista que sendo uma das maiores e mais importantes cidades do interior pernambucano, Surubim não tem uma praça digna para a sua magnitude e importância regional.

É bom citar como exemplo que o prédio da antiga Rádio Jornal AM de Limoeiro foi doado pelo Grupo JCPM à Prefeitura de Limoeiro para a fundação de um Centro Cultural e mesmo valendo milhões de reais não foi vendido. Segundo o dono, foi um agradecimento por tudo que o povo limoeirense fez pela empresa. Bom seria se em Surubim tivesse acontecido o mesmo com a Usina Farias, ao invés de virar um empreendimento privado.

No terreno, localizado no coraçao da cidade, poderia ser construído pela prefeitura um parque municipal, com espaço para a prática de esportes, dando à população mais opções de lazer, além de melhorar a qualidade de vida dos surubinenses. Além disso, uma  grande e bela praça poderia ser feita ali, diferente das minúsculas praças que tentam embelezar o centro da cidade, mas que destoam com o tamanho da mesma.

O fato é que seja por  falta de sensilidade da família em doar o terreno para uso público ou pela falta de visão da gestão municipal em comprá-lo e transformá-lo em algo útil para o coletivo, Surubim não só perdeu um importante patrimônio histórico, como o último terreno que restava no centro da cidade para a construção de um espaço de lazer digno para o nosso povo.

Por João Paulo Lima

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Centrão age para impedir adiamento das eleições

Foto: internet

BRASÍLIA - Pressionado por prefeitos, o bloco conhecido como Centrão já se movimenta para barrar o adiamento das eleições municipais. A proposta de emenda à Constituição que muda a data das disputas por causa da pandemia do novo coronavírus foi aprovada terça-feira no Senado, mas precisa passar pelo crivo da Câmara e não há acordo. O Centrão já avisou que não dará os votos necessários e tem o aval do presidente Jair Bolsonaro nessa articulação.

A proposta que recebeu sinal verde do Senado prevê que as eleições para a escolha de prefeitos e vereadores sejam realizadas em 15 de novembro, no primeiro turno, e 29 do mesmo mês onde houver segunda rodada. Pelo atual calendário, porém, as datas são 4 e 25 de outubro.

O discurso oficial dos parlamentares contrários à mudança é que nada garante que postergar o julgamento das urnas em 42 dias fará com que a pandemia seja controlada nesse período. Na prática, porém, a resistência tem outro motivo: muitos calculam que jogar as eleições para 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, beneficia a oposição.

Prefeitos argumentam que adiar a corrida eleitoral favorece os adversários porque dá mais tempo para que candidatos rivais se organizem e façam campanha, ainda que de forma virtual. A avaliação é a de que, como a pandemia dificulta o debate político, quem já está no cargo leva vantagem.

Partidos como Progressistas e Republicanos, integrantes do Centrão, já se manifestaram contra a nova data das disputas municipais e o PL também tende a seguir esse caminho. Diante do impasse, o DEM está dividido e o MDB liberou a bancada para votar como bem entender.

O MDB é o partido que filiou o apresentador José Luiz Datena, que, pelo atual calendário, terá até terça-feira para anunciar se concorrerá ou não à sucessão do prefeito Bruno Covas (PSDB) ou se será vice na chapa do tucano. A lei obriga que pré-candidatos apresentadores de rádio e TV se afastem dos programas até o próximo dia 30. Até agora, Datena vem dando sinais de que não entrará no páreo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu dificuldades para o adiamento das eleições. "Não há consenso. A única certeza é que a gente precisa dialogar mais sobre isso e espero que a gente consiga organizar essa votação", disse ele. "Precisamos manter a data das eleições municipais no dia 4/10 para podermos avançar o mais rápido possível na pauta das reformas (...). Ao postergar as eleições, fatalmente o Congresso Nacional demorará mais para atacar sobretudo os temas econômicos", escreveu no Twitter o deputado Marcos Pereira (SP), que comanda o Republicanos e é vice-presidente da Câmara.

O Centrão dá as cartas do poder na Casa porque controla aproximadamente 200 dos 513 votos. Para que o adiamento das disputas seja aprovado é necessário o apoio de 308 deputados, em duas votações. Sem o aval do Centrão, no entanto, a proposta corre o risco de ser derrubada. Maia ainda não marcou a sessão virtual para apreciação do texto.
Para Jonas Donizete, presidente da Frente Nacional de Prefeitos, o assunto é muito polêmico. "A entidade não tem uma posição fechada porque os prefeitos estão muito divididos. Quem vai para a reeleição é a favor de manter a data de 4 de outubro. Só esperamos que a Câmara decida rapidamente", afirmou Donizete, que é prefeito de Campinas e filiado ao PSB.

Respaldo

O Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro quer criar, não pode participar das eleições deste ano porque ainda não conseguiu as assinaturas necessárias para sair do papel. O presidente afirmou que não se envolverá na campanha, mas a ideia é que seus aliados apoiem candidatos do Centrão.

Na segunda-feira, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi (Progressistas) disse que esticar o prazo da campanha faria com que a saúde da população fosse submetida a maior risco ainda. "Se ninguém sabe o que vai acontecer, não temos garantia nenhuma", observou Aroldi, ao defender o adiamento das eleições para 2022.

"Há grande pressão dos prefeitos atuais, candidatos à reeleição, e dos que querem fazer seu sucessor. Eles estão fortalecidos nesse momento e acham que, depois, vão se revelar problemas porque haverá escassez de recursos", constatou o deputado Arnaldo Jardim (SP), líder da bancada do Cidadania.
Até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF) há divergências sobre a conveniência de se estender a campanha. Nos bastidores, dois magistrados disseram ao Estadão que seria melhor o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não entrar nesse debate político, deixando tudo a cargo do Congresso.

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, observou, porém, que a votação no Senado acolheu sugestão encaminhada pela Corte após recomendação de médicos. "Não era uma vontade política nossa, mas apenas o encaminhamento de um entendimento uníssono de todos os médicos, cientistas, epidemiologistas infectologistas que pudemos ouvir", argumentou Barroso. "Todos recomendaram a conveniência de se adiar as eleições por algumas semanas, pela convicção de que em setembro, a curva já estará decrescente".

Com a preocupação de que os recursos do Fundo Eleitoral, criado para financiar as campanhas, ficassem desvalorizados, assessores de deputados chegaram a enviar consulta por escrito ao TSE para perguntar se esse dinheiro - um bolo de R$ 2 bilhões, distribuído entre os partidos - poderia ser aplicado em bancos até a definição do imbróglio sobre a data das disputas. Até hoje não receberam resposta./ COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 23 de junho de 2020

OAB vê " fundo do poço" e quer acelerar decisão para pedido de impeachment de Bolsonaro

Foto: Sergio Lima, AFP


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu acelerar os trâmites para a elaboração de um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
A entidade já tinha aberto um procedimento na comissão de estudos constitucionais, integrada por juristas como Sepúveda Pertence, para estudar o assunto.
O tema estava sendo tratado com cautela. A prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, no entanto, fez com que ele subisse um degrau nas prioridades da entidade.
As revelações de que Queiroz, que comandaria um esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual pelo Rio, pagou inclusive contas pessoais do filho do presidente da República com dinheiro vivo é considerada grave.
O Ministério Público do Rio de Janeiro estima ainda que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 400 mil de Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, que era o chefe da milícia Escritório do Crime. Ele foi morto em fevereiro.
O envolvimento, no escândalo, de pessoas acusadas de ter conexão com milícias é vista como "fundo do poço" por diretores da ordem, que agora enxergam fatos concretos para embasar um pedido de afastamento de Bolsonaro.
A OAB agora se prepara para ouvir as 27 seccionais, num sistema de consulta que também foi adotado quando a entidade decidiu apresentar pedido de impeachment contra o então presidente Michel Temer, em 2017.
A decisão final caberá ao plenário do conselho federal, formado por 81 integrantes —três de cada estado e o Distrito Federal, que são eleitos diretamente em cada unidade da federação.
A deliberação deve ocorrer em agosto, quando o conselho deve voltar a se reunir de forma presencial, caso a epidemia do novo coronavírus esteja controlada.
A discussão sobre o impeachment já vinha sendo discutida com intensidade na OAB, que até agora estava dividida.
Um grupo, integrado pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, achava necessário agir ainda com cautela, considerando que o afastamento de um presidente da República eleito diretamente é um remédio amargo para qualquer crise.
Uma outra ala dizia que Bolsonaro já deu motivos suficientes para um processo de crime por responsabilidade, que poderia justificar a sua queda do governo.
Desde a semana passada, as posições parecem caminhar para uma maioria em defesa de um pedido de impeachment contra ele.
Um eventual pedido de impeachment feito pela OAB se revestiria simbolismo: a entidade liderou o processo de afastamento de Fernando Collor de Mello da presidência, na década de 1990. Apoiou o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, e defendeu a queda de Michel Temer em 2017.
Fonte: Yahoo Notícias

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Nível da Barragem de Jucazinho aumenta com as últimas chuvas


O nível da Barragem de Jucazinho, que fica localizada em Surubim, subiu com as últimas chuvas que caíram no Agreste de Pernambuco. Embora as águas das chuvas que se concentraram no município não tenham entrado na barragem, mas seguido para o rio Capibaribe pelos riachos afluentes e pelo rio Cai-aí em direção a Limoeiro e à Barragem do Carpina, o reservatório recebeu  as águas das precipitações na cabeceira do Capibaribe, na região acima do seu paredão.
De acordo com dados da Agência Pernambucana de Àgua e Clima - APAC, o reservatório teve um aumento de 4% no seu nível nos últimos dias e estava até o dia 20 com 37% de sua capacidade, o que representa 75 milhões de metros cúbicos de água. Jucazinho tem capacidade total de armazenamento de 204 milhões de metros cúbicos de água.

Weintraub pode ser deportado se tiver usado prerrogativa para entrar nos EUA

Foto: Correio Braziliense

O agora ex-ministro da Educação Abraham Weintraub mal deixou o cargo e já foi para os Estados Unidos na última sexta-feira (19). No entanto, caso ele tenha usado a prerrogativa de funcionário do governo para entrar em território norte-americano, o apoiador de Jair Bolsonaro poderá ser deportado.

Exonerado no posto de ministro no último sábado (20), Weintraub inclusive fez algumas publicações nas redes sociais, nas quais sua localização apontava para Miami, na Flórida.
Vale lembrar que o governo dos Estados Unidos fechou as fronteiras do país para brasileiros por causa da Covid-19. A ressalva para entrada é permitida apenas para funcionários do governo com passaporte diplomático.
Caso Abraham tenha usado desta premissa para conseguir a permissão, uma norma pode fazer com que o ex-ministro seja deportado.
Aqueles que “contornarem a aplicação dessa proclamação através de fraude, deturpação intencional de um fato material ou entrada ilegal serão prioridades na remoção pelo Departamento de Segurança Interna”, descreve a norma.
O MEC informou não saber qual foi o passaporte utilizado pelo ex-ministro para sair do Brasil, conforme apuração do O Globo.
Indicado para uma vaga no Banco Mundial, Weintraub pode dizer que também saiu do País por conta do novo cargo. Entretanto, Abraham também poderia ser questionado por causa do seu posto na entidade internacional ainda não ter sido oficializada.
Fonte: IstoÉ

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Weintraub é demitido do Ministério da Educação


Em mensagem nas redes sociais, Abraham Weintraub se despediu do Ministério da Educação e agradeceu a Jair Bolsonaro, para ele, “o melhor presidente do Brasil”. Weintraub caiu como forma de o governo tentar reconstruir pontes com o Congresso e com o Supremo Tribunal Federal (STF).


Weintraub gravou um vídeo de despedida muito semelhante ao que ocorreu com Regina Duarte. No vídeo, o agora ex-ministro diz que não quer discutir os motivos de sua demissão e ressalta que recebeu convite para trabalhar no Banco Mundial.

Segundo Weintraub, no exterior, ele se sentirá mais seguro com a mulher, os filhos e a cadelinha da família. “Fechamos um ciclo e começaremos outro”, afirma o ex-ministro. Ele ressalta que seguirá apoiando Bolsonaro, como fez nos últimos três anos, desde que se conheceram.

No vídeo, com um Bolsonaro bastante constrangido por ter que demitir o aliado, Weintraub afirma acreditar que o ex-chefe continuará com sua defesa da liberdade, da família, das tradições, sempre com patriotismo. “O senhor tem um desafio gigante, que é salvar este país”, frisa.
Weintraub, que ficou um ano e dois meses à frente do Ministério da Educação, ressalta que, mesmo distante do país, continuará lutando, “mas de outra forma”. Ainda não está definido o sucessor de Weintraub. A princípio, Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização, deve ser o ministro-interino. Mas ele já sofre resistências dentro do governo.

No vídeo, Bolsonaro fez questão de ressaltar a importância da confiança que sente em Weintraub. “Confiança você não compra, você adquire”, diz o presidente, que ainda afirma que continuará lutando por liberdade e fará “o que o povo quiser”.

O irmão de Weintraub, Arthur, que tem cargo no Palácio do Planalto, também deixará o governo. A demissão do terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que a polícia prendeu Fabrício Queiroz, apontado como o operador das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o agora senador era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Fonte: Vicente Nunes/Correio Braziliense