domingo, 26 de março de 2017

Em dez meses de Temer, um retrocesso de 100 anos (por Marcelo Auler)


“Em 1919, a Carta de fundação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) tem a seguinte epígrafe: “O trabalho não é mercadoria”. Isto, em 1919, e a gente está aqui, agora, cem anos depois, tendo que repetir isso. Não só o trabalho não é mercadoria, outras coisas também não são”. (ouça o vídeo)

O projeto de Lei que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, levou ao plenário na tarde de quarta-feira (22) para fazer o jogo do governo impopular e ilegítimo, é o primeiro da chamada Reforma Trabalhista. Ele transformará o trabalhador em mercadoria, como admite um estudo técnico feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) que resultou em uma Nota Técnica.
Segundo o Procurador Geral do Trabalho Ronaldo Curado Fleury, a terceirização irá transformar o empregado em mercadoria a ser alugada. Depois, dispensada. Ou seja, será utilizada, sugada e descartada. Sem qualquer garantia dos direitos básicos e, possivelmente, com má remuneração. Na Nota Técnica, o MPT diz:
“Terceirização de atividade-fim é mera intermediação de mão de obra uma vez que a tomadora de serviços estará contratando, através de terceiros, trabalhadores que devem estar a ela subordinados – o que implica aluguel de gente. Ou seja, a tomadora de serviços pede à prestadora de serviços que, de forma semelhante ao aluguel de uma máquina que possa lhe ser posta à disposição em troca de pagamento pelo uso, coloque-lhe à disposição trabalhadores em troca de uma remuneração pela intermediação da mão de obra. Se não bastasse o aspecto imoral da intermediação, ela só pode ser viável com a sonegação de direitos.”
Uma situação tão insegura que como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) lembrou, durante o debate do projeto na tarde desta quarta-feira na Câmara Federal, o maior número de ações na Justiça do Trabalho atualmente gira em torno dos desrespeitos aos direitos dos trabalhadores terceirizados. A começar por empresas que faliram e deixaram os empregados sem salários, indenizações e outros direitos.
Em uma reunião em janeiro, patrocinada pelo MPT, foi criado o Fórum Interinstitucional de Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social objetivando promover a articulação social para combater as propostas legislativas que resultarão em perdas de direitos dos trabalhadores. No encontro, foi redigida a Carta em Defesa dos Direitos Sociais na qual as 24 entidades, entre outros pontos, destacam:
“que, além de não contribuir para o crescimento econômico, pelo seu potencial de fragilização do mercado interno, como atestam os estudos realizados por organismos internacionais que analisam experiências realizadas em contextos semelhantes em outros países, o enfraquecimento dos direitos sociais terá como efeito imediato a ampliação do constrangedor nível de desigualdade social verificado no Brasil“.
Fonte: sul21.com.br 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Capibaribe: um rio que pede socorro

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Foto: João Paulo Lima

Quem vê o rio Capibaribe perene em sua foz no Recife, não imagina o percurso que ele faz em terras pernambucanas. Tema de poemas ilustres como os de João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, o rio faz parte da história e da cultura pernambucanas.
Nascendo na divisa entre os municípios de Poção e Jataúba, o Capibaribe corta 43 municípios do Agreste e Zona da Mata, a exemplo de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Surubim, Limoeiro e Carpina. A história do Capibaribe confunde-se com a de Pernambuco e é nas suas margens que se desenvolveu a capital Recife, a Veneza Brasileira, cortada por rios e pontes. Também é através do Capibaribe que os colonizadores portugueses adentraram no interior do estado, fazendo das suas margens rota para o Agreste e Sertão, ligando a zona canavieira à zona da agropecuária.
O Capibaribe também é exaltado na literatura por importantes escritores locais e nacionais, como João Cabral de Melo Neto em “Morte e Vida Severina” e Manuel Bandeira.
Na economia, o rio movimenta a produção canavieira da Mata e contribui para o desenvolvimento da agricultura e pecuária em suas margens. Também contribui para o desenvolvimento da pesca.
Com o passar dos anos e o com o desenvolvimento econômico, o rio foi sendo esquecido pela população e suas águas límpidas, utilizadas para o banho e serviços domésticos, foram poluídas com o lançamento de lixo e do esgoto doméstico sem tratamento de cidades e distritos que o margeiam, como Chéus em Surubim e pelo esgoto industrial, especialmente pelas indústrias têxteis de cidades do Polo de Confecções do Agreste.
Com a poluição, suas águas tornaram-se impróprias para uso doméstico e para o banho em alguns trajetos do seu percurso. Além disso, a desoxigenação gera a morte de peixes e a diminuição da pesca e também do atrativo turístico do rio. A água poluída também pode causar graves doenças à população.
A erosão é o outro grave problema pelo qual passa o Capibaribe. Com o desmatamento da mata ciliar para a agricultura e a pecuária, suas margens ficaram vulneráveis e bancos de arreia estão sendo formados no  seu leito.
O mais pernambucano de todos os rios, enfrenta sérios problemas ambientais que podem gerar a sua morte. Berço de várias cidades pernambucanas, o Capibaribe agoniza diante do descaso do poder público e da falta de sensibilidade ambiental da população ribeirinha. É necessário que haja iniciativas para que o rio continue sendo uma importante fonte hídrica para a atual e as futuras gerações, em uma região que tanto sofre com a seca e com longos períodos de estiagens.
Do rio que ainda existe, resta-nos fazer poesia:

Capibaribe

Que belas lembranças trazes
De tempos que não vão voltar
Quando em tuas águas limpas
Ainda era possível pescar
Ver os jovens namorando as moças
Nas tuas águas a nadar
Ver as senhoras lavando roupas
Numa cantiga sem cessar
E de quando em quando, uma cheia
Para a surpresa dos povoados
Que no caminho estás a banhar
Capibaribe, velho rio
Que ajudou Pernambuco fundar
Hoje padeces no esquecimento
E sofres com o desenvolvimento
Que aos poucos vai te matar...


João Paulo Lima

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ana Célia Farias e a vitória da mulher surubinense


Foto: Surubim News

Passada a euforia do período eleitoral e desfeitos os palanques, faz-se necessário uma análise da nova conjuntura política surubinense, em que pela primeira vez Surubim será governada por uma mulher.
A vitória da candidata Ana Célia Farias é um marco na história de Surubim, pois pela primeira vez, em oitenta e oito anos de emancipação, a cadeira mais importante da política municipal será ocupada por uma mulher.
Num país machista e numa região em que os homens ainda são maioria nos partidos políticos, Ana Célia, filha de uma tradicional família surubinense, veio trazer para a cidade a marca da inovação.
Mesmo após algumas derrotas em pleitos anteriores para o ex-prefeito Flávio Nóbrega e para o atual prefeito Túlio Vieira, a candidata do PSB não se deixou abalar e muito menos de acreditar no seu sonho de ser a primeira mulher a ocupar o maior cargo do executivo municipal. A sua força de vontade e o fato de não ter se desesperançado diante dos primeiros obstáculos, foi com certeza sua maior característica e o que mais contribuiu para ela chegar a vitória nessas eleições.
Determinada, forte diante das adversidades, popular diante das pessoas, e sempre com um sorriso no rosto, a candidata esbanjou simpatia e conquistou o voto do eleitorado. Além disso, problemas na gestão municipal atual e a vinda do ex-prefeito Flávio Nóbrega para o PSB, colocando seu filho Guilherme Nóbrega como seu sucessor político na chapa de Ana, contribuiu para o resultado nas urnas.
Funcionária pública estadual aposentada e com larga experiência durante os governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos, com quem mantinha uma relação de amizade, Ana Célia Farias possui hoje todas as prerrogativas necessárias para fazer uma das melhores gestões da história de Surubim. Soma-se a isso, o fato de sua proximidade com o atual governador Paulo Câmara poder contribuir para a vinda de grandes investimentos para o município, a exemplo do que já ocorreu com a vinda da água da barragem de Pedra Fina para a cidade.
Mesmo diante do caos político e econômico em que se encontra o país, a futura prefeita de Surubim tem possibilidades de criar um governo com a cara da mulher surubinense, que luta por seus sonhos e não desiste diante das adversidades que a vida lhe impõe. Sua vitória nas urnas, representa a possibilidade das jovens sonharem em ocupar futuramente cargos importantes na política e na sociedade e derruba os preconceitos que ainda giram em torno da imagem feminina.
Espera-se a partir de agora um governo com um olhar mais feminino, com a forte presença das mulheres nas secretarias de governo e diretorias, a exemplo do que fez a ex-presidente Dilma Rousseff, em seus ministérios e secretarias. Um exemplo disso é a reabertura da Maternidade Estefânia de Farias, que se tornará a UPA da Mulher, projeto inovador no estado e uma das promessas de campanha da candidata, com verbas já garantidas pelo deputado federal Danilo Cabral, através emenda parlamentar.

Antes mesmo de assumir o governo, Ana Célia já dá sinais de que veio para por a mão na massa e lutar por uma Surubim melhor. Resta-nos desejar sucesso a primeira mulher eleita prefeita da Terra da Vaquejada e acreditar que dias melhores estão por vir.

Por João Paulo Lima

Emendas de Danilo Cabral destinam R$ 1,5 milhão para Surubim em 2017


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

STF considera vaquejada inconstitucional e esporte pode ser banido do NE

Apontada como um patrimônio da cultura nordestina, a prática da vaquejada foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983, nesta quinta-feira (6). A decisão do pleno do STF foi apertada, com cinco ministros votando a favor da Lei 15.299/2013, do estado do Ceará e que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural, e seis votando pela ilegalidade da prática.

A ação, julgada com pedido de medida cautelar, questionava a Lei 15.299/2013, alegando que a vaquejada, inicialmente associada à produção agrícola, passou a ser explorada como esporte e vendida como espetáculo, movimentando em torno de R$ 14 milhões por ano. Além disso, a ação apontou que laudos técnicos comprovariam os danos causados aos animais. 

Na sustentação, os ministros que votaram a favor argumentaram que "segundo a jurisprudência do STF, o conflito de normas constitucionais se resolve em favor da preservação do meio ambiente quando as práticas e os esportes condenam animais a situações degradantes".

Votaram a favor os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Ricardo Lewandowiski e a presidenta Cármen Lúcia. Ao apresentar seu voto, que desempatou o julgamento, Cármen Lúcia reconheceu que a vaquejada faz parte da cultura de alguns estados, mas considerou que a atividade impõe agressão e sofrimento animais. “Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, que se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura também se muda e muitas foram levada nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida e não só a do ser humano”, disse a ministra.

Já o ministro Dias Toffoli defendeu a tese que vaquejada é um esporte, diferentemente da farra do boi, que foi proibida pela Corte em outro julgamento. “Não se pode admitir o tratamento cruel aos animais. Há que se salientar haver elementos que se distingue a vaquejada da farra do boi. Não é uma farra, como no caso da farra do boi, é um esporte e um evento cultural. Não há que se falar em atividade paralela ao Estado, atividade subversiva ou clandestina. Não há prova cabal que os animais sejam vítimas de abusos ou maus-tratos”, disse Toffoli.

Já Lewandowiski ressaltou que os animais não podem ser tradados como “coisa” e citou princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica, de iniciativa das Nações Unidas (ONU).
 
O julgamento da ação no plenário da corte havia sido suspenso após pedido de vista formulado pelo ministro Dias Toffoli, no último mês de junho. Na época, o ministro Luís Roberto Barroso apresentou voto-vista, acompanhando o relator pela procedência da ação. Barroso reconheceu a importância da vaquejada como "manifestação cultural regional", mas afirmou que esse fator não tornava a atividade imune aos outros valores constitucionais, em especial ao valor da proteção ao meio ambiente.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Surubim: BB emite nota responsabilizando a prefeitura pelo atraso do pagamento dos funcionários

Na nota, os funcionários do banco informam que não compete a eles a liberação do pagamento, mas ao órgão pagador, no caso, a Prefeitura Municipal do Surubim.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ANA CÉLIA SE CONSAGRA A PRIMEIRA PREFEITA DE SURUBIM



Ana Célia (PSB), aos 56 anos, é a nova prefeita de Surubim. A primeira mulher eleita para governar a Capital da Vaquejada obteve 18.188 votos. O segundo colocado foi o atual prefeito Túlio Vieira (PT), que obteve 16.189 votos. Já a lanterna da disputa coube ao deputado estadual Dr. Valdi (PP), que foi a escolha de apenas 915 eleitores.

Militante socialista desde a juventude e Assistente Social de formação, Ana Célia teve protagonismo nos governos de Arraes e Eduardo Campos. Também trabalhou como secretária executiva de Paulo Câmara, tendo diversos serviços prestados na área da saúde pública. É a terceira vez que Ana tenta chegar ao cargo máximo do município.
Nas esferas estadual e federal, estiveram no palanque da Frente, o secretário de agricultura Nilton Mota, o deputado federal Danilo Cabral e o governador Paulo Câmara, além da maioria dos vereadores em mandato.
A Frente Popular de Surubim, coligação que a apoiou, juntou nomes de peso no palanque da prefeita eleita. Dentre os apoiadores, estão o atual presidente da câmara de vereadores, Fabrício Brito e o popularíssimo Dr. Flávio Nóbrega, ex-prefeito de Surubim.



Por Marcos Duarte

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eleições: Pesquisa do Blog do Magno aponta vitória de Ana Célia em Surubim

 




A candidata do PSB à prefeita de Surubim, Ana Célia, aparece dois pontos à frente do prefeito Túlio Vieira (PT), que disputa à reeleição, segundo levantamento do Centro Integrado de Pesquisa e Comunicação (Cipec).  Se as eleições fossem hoje, a socialista seria eleita com 45,4% dos votos ante 43,7% do petista. O candidato do PP, Doutor Valdi, teria apenas 3,8%. Brancos e nulos somam 1,5% e indecisos representam 5,5%.
Em votos válidos, o Cipec computou Ana Célia com 48,9% e Túlio com 47%. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro, sendo aplicados 500 questionários. A margem de erro é de 4,47% para mais ou para menos. Foi aplicada a metodologia com base de dados processados com SPSS. O sistema de data entry que consiste no envio eletrônico de cada questionário utilizando um software específico pelo entrevistador in loco. O registro no Tribunal Regional Eleitoral foi protocolado sob o número PE-06698/2016.
No quesito rejeição, o candidato que tem maior percentual é Doutor Valdi, com 50,6%. Túlio e Ana aparecem empatados. Entre os entrevistados, 42,9% disseram que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto o percentual de Ana Célia é de 42,4%. Estratificando a pesquisa, Ana Célia tem a preferência dos eleitores do sexo masculinos (46,1%) e Túlio aparece melhor entre os eleitores do sexo feminino (44,6%).
Por faixa etária, Ana tem 56,8% dos votos dos jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos, enquanto o maior percentual de Túlio está entre os eleitores acima de 60 anos (49,5%). Em relação ao grau de instrução, Ana aparece melhor entre os eleitores com formação no fundamental completo (52,3) e o prefeito entre os eleitores com grau de instrução superior (47%).
Entre os que estão desempregados, Ana Célia aparece com 64% das preferências e o maior percentual do seu adversário na questão da situação ocupacional aparece entre as trabalhadoras domésticas e donas de casa (51%). Em relação aos moradores que moram no campo e na zona rural, Ana aparece melhor entre os eleitores do campo (48,4%) e Túlio na área urbana (44,6%).
Na questão da renda familiar, Tulio tem seu maior percentual entre os que ganham acima de cinco salários (50,3%) e Ana Célia aparece melhor situada entre os que ganham entre um e dois salários (51,2%). No distrito de Chéus, Ana tem 53,9% e Túlio 37,9%. Quando se pergunta sobre a certeza do voto, 45,6% apontam Ana e 43,3% Túlio. Quanto à expectativa de vitória, 41,8% dizem que Célia vai ganhar e 40,8% falam em Túlio.

Fonte: Blog do Magno

Água poderá ser diferencial da eleição em Surubim




O levantamento do Centro Integrado de Pesquisa e Comunicação (Cipec) em Surubim foi feito antes de o governador Paulo Câmara resolver um dos maiores dramas que a população enfrenta: o desabastecimento de água. Nos últimos quarenta dias, pressionado pelas principais lideranças do município, o deputado federal Danilo Cabral e o secretário de Agricultura, Nilton Mota, o governador agiu rápido e, num curto espaço de tempo, levou água às torneiras, através da adutora de Palmerinha.
O resultado do levantamento pode ser mais favorável ainda à Ana Célia se levar em conta que nos últimos dez dias ela se viu forçada a ficar fora da campanha por causa de um acidente em uma caminhada. Na queda, quebrou quatro costelas e teve um profundo corte em uma das pernas.
Ao longo do tratamento em um hospital do Recife, chegou a ficar dois dias na UTI para se recuperar de uma bactéria que contraiu durante o tratamento. No seu encerramento de campanha, ontem, Ana saiu direto do hospital e surpreendeu a multidão que a esperava aparecendo no palanque numa cadeira de rodas, o que emocionou bastante seus aliados, correligionários e eleitores.
O governador Paulo Câmara está empenhadíssimo na sua eleição e na solução para o problema da água no município, tanto que, hoje, ele vai novamente ao município, a segunda vez nos últimos dez dias.
Adutora de Palmerinha – A obra da adutora teve início em agosto passado e foi executada em caráter emergencial. No total, estão sendo investidos R$ 2,8 milhões para reativar a adutora do antigo sistema produtor de Surubim, a partir da Barragem Palmeirinha (também chamada de Pedra Fina) até Surubim. A adutora de ferro fundido possui cerca de 30 km de extensão, 400 mm de diâmetro e capacidade de transporte de até 150 L/s – vazão muito próxima a que é aduzida, atualmente, pelo Sistema Jucazinho para Surubim. A obra também contempla a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) Buraco do Tatu, no município de Bom Jardim. 
Fonte: Blog do Magno

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A ÁGUA CHEGOU. COMEMORAR OU CRITICAR?


//OPINIÃO// Estupidez à parte, a política repete em Surubim os erros das torcidas de futebol. Num cenário em que o deslize do adversário "vale um gol", faltam propostas, sobram malquerenças e questionamentos. Será que a prioridade é, de fato, a necessidade do povo? Ou vale apostar no insucesso do adversário como vitamina para perpetuação do poder, ainda que o povo "pague o pato" por isso? O momento simbólico que inaugurou o retorno da água de Pedra Fina para Surubim, nesta segunda (26), fechou questão sobre duros embates entre o governo municipal e oposição. De um lado, o PSB - tendo o restabelecimento da água como quesito de honra, após colapso da barragem de Jucazinho, exaurida com apenas 0,3% de sua capacidade total, após 6 anos de estiagem. Na outra ponta do cabo de guerra, o grupo "testa de ferro" da Prefeitura - que passou 60 dias apostando que "ia dar tudo errado". Teve até deputado ligado ao governo municipal incitando a população de Limoeiro contra o abastecimento de Surubim. O guia eleitoral do PT dedicou todo o seu horário de rádio desta terça (27) para criticar a água em Surubim. Com linguajar chulo e inescrupuloso, até o "deputado de fora" foi convidado a colocar "gosto ruim", num verdadeiro festival de bizarrices. Tal qual a torcida canarinha que vaia a posse de bola argentina, da mesma forma que os são-paulinos comemoraram o rebaixamento do Corinthians, em 2007, o fanatismo partidário leva a caminhos estranhos ao apelo popular. Inverte prioridades. Faz fugir do foco. Faz valer o egoísmo sádico: não basta vencer, tem que se achar prazer em tripudiar os despojos dos adversários. Tem que torcer contra eles, mesmo que um eventual fracasso signifique ruína coletiva ou autodestruição. Recordo o curioso caso em que a torcida do Grêmio comemorou a contusão do jogador gremista William, durante partida contra o Votoraty, em 2010. A festa foi maior pela lesão do atacante que pela vitória por 3 x 0 sobre o rival. Esse episódio ilustra como a maldade da massa pode ignorar até a própria camisa. Alfim, contrariando todos os prognósticos pessimistas do campo adversário, a água potável está chegando nas torneiras e beneficiará 50 mil pessoas. Estamos diante de uma realização a ser comemorada. Conquista que não representa a vitória solitária de um time ou partido; da camisa amarela ou vermelha; do PSB ou PT; mas, acima de tudo, daqueles que torcem pelo bem desta cidade. É goooooool de Paulo Câmara, Danilo, Nilton, Ana Célia, Dr. Flávio, João, Josefa. Seu Biu, Dona Maria e de milhares de surubinenses beneficiados. Que as arquibancadas estremeçam. Que os adversários comemorem, calem-se, critiquem ou esbravejem. Assim, mostrarão de que lado sempre estiveram.

Por Marcos Duarte

Após meses de atraso, Prefeitura de Surubim inaugura Upinha



A prefeitura de Surubim inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no último dia 22/09. A UPA recebeu o nome de Dr. Gentil Augusto de Miranda e vai funcionar nas instalações do Hospital Municipal de Surubim, localizado no Bairro do Coqueiro.

O projeto da uma UPA Porte 1 – ou upinha - havia sido aprovado ainda na gestão do ex-prefeito Dr. Flávio Nóbrega. Na época, o Ministério da Saúde autorizou a construção de um prédio anexo ao Hospital do Coqueiro, no terreno onde funcionou a antiga cadeia municipal, hoje desativada.
Dificuldades financeiras teriam levado a prefeitura a fazer adequações na estrutura já erguida do hospital, construído na primeira gestão de Flávio Nóbrega, iniciando-se uma série de transtornos e realocações, inclusive, com transferência da Clínica de Fisioterapia, também implantada na gestão de Nóbrega.
Em março do ano passado, todos os equipamentos de fisioterapia do HC foram transferidos para um salão alugado na Rua Antônio Medeiros Sobrinho. Na oportunidade, houve (re)inauguração da clínica, com a presença do prefeito de Surubim, secretários e diretores municipais.
Ao fim, salvo algumas adequações internas, uma pintura verde na cerâmica externa e uma placa recentemente instalada, faltando menos de 10 dias para as eleições, a upinha foi entregue sem muitas novidades.
O prazo inicial estipulado para conclusão da Unidade de Pronto Atendimento foi de 180 dias, mas as interdições, demolições de estruturas e paralisações fizeram a obra se arrastar por um ano.


Por Marcos Duarte

88 anos de Surubim: Perspectivas e desafios


Esse ano Surubim completa 88 anos de Emancipação Política. Localizado no Agreste Setentrional, o município que pertencia a Bom Jardim cresceu e logo consolidou-se como uma das mais importantes cidades do interior de Pernambuco, inicialmente com a base da economia voltada para a agropecuária e, posteriormente, para o comércio.
Com as plantações de algodões que perdiam-se de vista na zona rural, Surubim transformou-se na Terra do Algodão e sua riqueza fez nascer importantes personagens políticos na história do município e da região, a exemplo de Severino Farias.
Conhecida nacionalmente como a Capital da Vaquejada, a cidade fundou também nos tempos áureos do algodão a sua famosa exposição de animais, uma das mais antigas e importantes do Nordeste brasileiro.
O comércio transformou o município em um dos maiores polos econômicos do Agreste, possuindo além de uma ampla rede bancária,uma das maiores feiras livres do interior.
Atualmente, seguindo o exemplo de outros municípios como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, Surubim foi incluída no Polo de Confecções do Agreste, sendo hoje a quarta maior produtora de confecções do estado. Graças a esse crescimento, o município irá ganhar um dos maiores e mais modernos polos comerciais do país, o Surubim Moda Center, com um investimento de 40 milhões de reais.
Além da vaquejada, Surubim é projetada nacionalmente pela sua riqueza cultural, a exemplo do legado deixado por dois de seus filhos mais ilustres: Chacrinha e Capiba. Esses dois artistas surubinenses destacaram-se no cenário nacional com seu talento e genialidade.
Mas apesar de toda essa riqueza econômica e cultural, o município tem grandes desafios pela frente. Em ano de eleições municipais, o candidato ou candidata que vencer a corrida eleitoral deste ano terá grandes problemas a resolver a partir de 2017.
Na questão da cultura, a cidade necessita de investimentos urgentes. A Terra de Capiba e de Chacrinha não possui um simples museu que seja para contar e perpetuar a história de seus filhos ilustres para a presente e as futuras gerações. A vaquejada, seu símbolo maior, também não possui nenhum espaço permanente em que as pessoas possam visitar para conhecer de onde veio esse esporte tipicamente nordestino e que encanta milhões de nordestinos espalhados por todo o país.
O único centro cultural da cidade, que recebeu o nome de um dos mais importantes escritores pernambucanos e naturalizado surubinense, Dr. José Nivaldo, está entregue a própria sorte. O acervo de livros deixado pelo escritor como doação para o centro encontra-se abandonado. Da mesma forma, encontra-se a Biblioteca Pública Municipal de Surubim, que funciona no mesmo espaço de forma precária e está praticamente desativada.
Com um acervo ultrapassado e sem novos investimentos em títulos, a Biblioteca Municipal padece no esquecimento da gestão municipal e dos leitores que deixaram de freqüentá-la pela falta de um espaço adequado para o seu funcionamento e que em nada provoca o gosto e o prazer pela leitura.
O antigo museu de Chacrinha, hoje é uma casa abandonada, localizada em uma das mais importantes avenidas da cidade, a Agamenon Magalhães. Pintada de preto, em sinal de luto pela morte do museu, a casa que abrigava uma parte do acervo do artista e contava um pouco da sua vida e carreira, tem estampada na sua fachada uma frase que representa bem a atual situação da história cultural da cidade: POVO SEM MEMÓRIA, POVO SEM HISTÓRIA!
As praças da cidade também encontram - se em estado de abandono e um lugar que é carente em espaços de lazer, deixa os poucos que existem irem se degradando. Sem flores, sem grama, sem pintura, com bancos quebrados, fontes secas, canteiros deteriorados, as praças surubinenses perdem sua beleza. Os cartões postais da cidade, que deveriam ser locais de divulgação das suas belezas para turistas e visitantes, são hoje espaços de abandono e esquecimento.
Na saúde, o único hospital municipal da cidade está sendo fechado para dar lugar a uma UPA. Nada contra a chegada de uma Unidade de Pronto Atendimento, desde que para isso um hospital não tivesse que ser fechado. Enquanto cidades como Limoeiro e Belo Jardim ganharam UPAs e manteram seus hospitais abertos para reforçar a oferta de especialidades médicas para a população, Surubim vai na contramão da saúde e deixa um dos mais modernos hospitais do interior ser fechado para gerar assunto político e virar uma fonte de votos em ano eleitoral. O novo governo municipal assumirá 2017 com o grande desafio de atender uma população em crescimento, que beira os 70 mil habitantes, voltando agora a contar com apenas um hospital e uma UPA para emergências.
Na educação, urge a necessidade de instalação de uma universidade pública presencial, há anos sonhada pelos surubinenses, mas até agora nunca implantada por nenhum governo.
Nos seus 88 anos, Surubim tem muito o que comemorar, mas também muito o que refletir sobre seu presente e, principalmente, sobre o seu futuro. O município tem tudo para ser um dos maiores polos de confecções do país e um dos mais importantes centros econômico e cultural de Pernambuco, ou não. Está nas mãos dos próprios surubinenses o seu desenvolvimento ou a sua decadência.

Parabéns Surubim, pelos teus 88 anos de história! 

João Paulo Lima
Professor e Blogueiro 

Em colapso, Barragem de Jucazinho pode romper quando recuperar volume de água

Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil

Foto: João Paulo Lima


O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco recomendou à diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, a realização urgente de obras de recuperação da Barragem de Jucazinho, no município de Surubim, no agreste pernambucano. A estrutura entrou em colapso ontem (26) e corre risco de romper quando as chuvas regularizarem a vazão do reservatório.
A possibilidade de rompimento foi indicada por engenheiros do Dnocs em reunião na semana passada com o MPF. Entre os problemas citados no encontro, estão infiltrações e trincas no concreto e na laje, ferragens expostas e poços de alívio danificados e obstruídos. Apesar de a barragem estar praticamente seca atualmente, os técnicos alertaram que a estrutura não vai aguentar a elevação do volume de água do de água no Rio Capibaribe.
“Além disso, a bacia de dissipação não é capaz de sustentar a vazão de água do rio em período de cheia. Documentos revelam que a situação de risco da barragem já é conhecida pela diretoria-geral do Dnocs desde 2004, inclusive, com a demonstração de dados de engenheiros da própria autarquia”, informou o MPF.

A Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) também já notificou o Dnocs sobre os riscos de possível rompimento da barragem. De acordo com o MPF, a necessidade de obras de adequação e recuperação da represa foi submetida ao Ministério da Integração Nacional em 2014.A Barragem de Jucazinho é operada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), mas a responsabilidade pela segurança do reservatório é do Dnocs, de acordo com o MPF. A própria Compesa chegou a enviar ofício para a autarquia federal em fevereiro de 2016 alertando para a necessidade de obras emergenciais.
De acordo com a Apac, como o período chuvoso do Agreste já passou, é provável que a barragem permaneça seca até o ano que vem. Os recursos estimados para realizar os reparos totalizam R$ 49,4 milhões.
Na recomendação, o MPF pede que o Dnocs inicie as obras da represa em, no máximo, 45 dias, a contar da notificação. Um plano de emergência da barragem e a descrição das ações necessárias em caso de rompimento também devem ser elaborados no mesmo prazo. O Dnocs tem dez dias para informar se acatará a recomendação. Caso a resposta seja negativa, o Ministério Público poderá entrar com uma ação na Justiça para garantir o cumprimento da medida. O responsável pelo caso é o procurador da República Luiz Antônio Miranda de Amorim Silva.
Procurado pela Agência Brasil,  o Ministério da Integração Nacional informou que "as obras de recuperação da barragem de Jucazinho são uma ação preventiva do governo federal. Em breve, o Dnocs abrirá o processo de seleção da empresa que vai realizar o trabalho. Atualmente, os valores de mercado estão sendo avaliados para, em seguida, ser lançado o Termo de Referência. Selecionada a empresa, os contratos serão assinados para que as obras sejam iniciadas o quanto antes".
Jucazinho em colapso
A Barragem de Jucazinho entrou em colapso nesta segunda-feira (26). Desde novembro do ano passado, a represa operava com volume morto, e a captação de água era feita por meio de bombeamento. Com o nível da água em 0,01%, o reservatório parou. Com a interrupção, dez das 11 cidades atualmente atendidas pela represa serão abastecidas exclusivamente por carros-pipa.

Fonte: Agência Brasil